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sexta-feira, 4 de julho de 2008

Os direitos Sociais da famílias de pessoas com PEA


No próximo dia 12 de Julho pelas 10 horas teremos levaremos a cabo na nossa sede mais um Café de Sábado com o tema em epígrafe.
É nossa convidada a Dra. Daniela Sousa, Técnica Superiora de Serviço Social da APPDA - Norte

Confirmem a V. presença

A coordenação do núcleo

terça-feira, 1 de julho de 2008

Oliver Sacks



” O autismo, embora possa ser visto como uma condição médica, também deve ser encarado como um modo de ser completo, uma forma de identidade profundamente diferente”
Oliver Sacks


Oliver Sacks, neurologista nasceu em 1933 e tem vários livros sobre os seus pacientes. O mais conhecido, que foi adaptado ao cinema, foi “Awaknings” e relata a sua passagem por um hospital no qual existia um grupo de pessoas num estado tipo estátua (congelados), alguns à décadas. Reconheceu-os como sobreviventes duma pandemia da “doença do sono” e tratou-os com uma droga experimental que os trouxe de volta “à vida”.
O último conto do livro, chama-se "Um antropólogo em Marte", e é sobre uma autista, Ph.D. em ciência animal, professora da Colorado State University. Apesar das adversidades, ela tornou-se uma importante autoridade mundial em sua área de actuação profissional. Curiosamente, a linguagem técnica era muito mais acessível a essa pesquisadora do que a linguagem social, o que permitiu que ela se adaptasse à vida fazendo ciência. A ciência a medicou, ao mesmo tempo que se tornou o seu refúgio. Durante toda sua vida, ela dizia que se sentia como um "antropólogo em Marte". Provavelmente, essa deve ser uma sensação compartilhada por muitas outras pessoas com distúrbios neurológicos.

O livro de Sacks vale a pena. Nesse livro, o estilo dos contos de Sacks pode ser explicado por uma frase do médico escritor: "Mas, para voltar ao ponto de partida, todos os estudos clínicos, por maior que seja o empreendimento, por mais profunda que seja a investigação, devem retornar aos casos concretos, aos indivíduos que os inspiraram e sobre quem eles discorrem".

Trecho do conto "Um Antropólogo em Marte"

"Que a disposição para o autismo seja biológica é algo que não está mais em questão, nem as provas cada vez maiores de que ele seja, em alguns casos, genético. Geneticamente, o autismo é heterogêneo - por vezes dominante, por outras recessivo. Ele é mais comum nos homens. A forma genética pode ser associada, no indivíduo ou na família afectada, a outros distúrbios genéticos como dislexia, distúrbios de déficit de atenção, distúrbio obsessivo-compulsivo ou síndrome de Tourette. Mas o autismo também pode ser adquirido, o que foi percebido pela primeira vez nos anos 60, com a epidemia da rubéola, quando um grande número de bebês acabaram desenvolvendo-o . Ainda não se sabe se as chamadas formas regressivas do autismo - por vezes com perdas abruptas da linguagem e comportamento social em crianças entre os dois e quatro anos que anteriormente vinham se desenvolvendo de uma forma relativamente normal- são causadas geneticamente ou pelo meio. (...)

E, no entanto, os pais de uma criança autista que vêem seu filho retrocedendo em relação a eles, ficando distante, inacessível, sem reacções, podem continuar inclinado a assumir a culpa. Podem ver-se lutando para se relacionar e amar uma criança que, aparentemente, não lhes corresponde. Podem fazer esforços sobre-humanos para alcançar, agarrar uma criança que vive num mundo inimaginável e alheio; e ainda assim todos os seus esforços podem parecer vãos"

sábado, 31 de maio de 2008

Jim Sinclair

Jim Sinclair is an autism rights activist who, together with fellow autistics, Kathy Lissner Grant and Donna Williams, formed Autism Network International in 1992. Being the only one of the three with an internet connection, Sinclair became the original coordinator of ANI. Sinclair did not speak until age 12.[1]

(Jim Sinclair é um activista dos direitos dos autistas que, em conjunto com outros autistas, Kathy Lissner Grant e Donna Williams, constituiram a "Autism Network International"(ANI) em 1992. Sendo o único dos três com ligação à Intenet, Sinclair tornou-se o único coordenador da ANI. Sinclair, autista, não falou até aos 12 anos.)

Sinclair wrote "Don't Mourn for Us", as essay with an anti-cure perspective on autism,[2]. Don't Mourn for Us serves as a touchstone for a fledgling movement.[1] Sinclair was featured in the book Somebody Somewhere by Donna Williams, which covers the formation of ANI.

(Sinclair escreveu "Don't Mourn for Us" (Não façam luto por nós),um ensaio numa perspectiva anti cura do autismo que serviu de pedra de base a um movimento de principiantes. Sinclair vem descrito no livro de Donna Williams, "Somebody Somewhere", que descreve o aparecimento da ANI.)


Página pessoal de Jim Sinclair http://web.syr.edu/~jisincla/index.html

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Convite para um fim de semana diferente

Com saída de Braga pelas 10h da manhã do dia 14 de Junho e volta no dia 15 depois do almoço, estão convidados a passar este dia/noite/dia em Valpaços, em bungalows (8) totalmente equipados e existentes no parque de campismo local.
Para o almoço do dia 14, cada um levara o seu farnel, em relação ao jantar do dia 14 e almoço do dia 15, faremos as compras em Valpaços e faremos estas refeições todos juntos.
Os preços são 3px 35€...4px 40€....5px 45€ só pela casinha .
Enquanto houver casinhas disponíveis....estão todos convidados.

A Coordenação do Núcleo de Braga

Contacto: Ana Paula Leite ou para braga@appda-norte.org.pt

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Daniel Tammet

Daniel Paul Tammet (n. Londres, 31 de Janeiro de 1979), é um inglês que sofre da Síndrome de Savant.

Daniel Tammet tem capacidades especiais na memorização de números e grande facilidade na aprendizagem de línguas.

Foi capaz de dizer 22.514 dígitos de Pi e de aprender a falar islandês numa semana. Actualmente fala sete línguas diferentes.

Escreveu o livro "Born on a Blue Day" (Nascido num dia azul). ISBN 978-972-8929-72-5

No Youtube - http://www.youtube.com/watch?v=AbASOcqc1Ss&feature=related

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Reportagem Correio do Minho

Um livro escrito por alguém especial
André Vilaça sofre do Síndrome de Asperger, mas isso não o impede de fazer aquilo de que mais gosta: escrever.


Marlene Cerqueira


O primeiro livro escrito em português por uma pessoa com perturbações do espectro autista foi apresentado na sexta-feira à noite, no Centro Cívico de Palmeira.
A obra, intitulada ‘Contos Soltos’ é da autoria de André Vilaça, utente da APPDA-Norte — Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo, instituição que tem um núcleo a funcionar em Braga, na antiga escola do Assento, em Palmeira.


Herculano Castro, o técnico que acompanha André Vilaça na APPDA-Norte, referiu que os contos que integram esta obra editada pela instituição foram escolhidos entre um repertório imenso, pois o autor escreve desde os seis anos de idade. “Na instituição desde 2004, logo percebemos a capacidade e o gosto do André pela escrita”, frisou o técnico. A escolha dos contos teve como fio condutor seleccionar histórias que tinham personagens que povoam a vida do André.


Muitos outros textos ficaram de fora, mas está já prometido um segundo livro. A APPDA-Norte já demonstrou disponibilidade para o editar também, como referiu ao ‘Correio do Minho’ Eduardo Ribeiro, director da instituição.
Herculano Castro recordou que o livro foi lançado a 3 de Dezembro, no Dia da Pessoa Portadora de Deficiência e “a receptividade tem sido muito boa, tanto por parte dos leitores como da crítica”.
Em perspectiva está a possibilidade do André se deslocar a Inglaterra para apresentar a obra num congresso sobre autismo, promovido por pessoas autistas.


De realçar que a apresentação da obra em Braga esteve integrada nas I Jornadas Culturais de Palmeira.
No Núcleo de Braga da APPDA-Norte está já disponível alguma terapia, nomeadamente terapia de intervenção precoce destina a crianças com problemas de autismo detectados na primeira idade. Terapia ocupacional, terapia da fala e avaliação são outros apoios que os autistas e familiares podem encontrar. O objectivo é criar no Núcleo um Centro de Actividades ocupacionais.

Livro - O Mundo da Criança com Autismo

A Porto Editora têm o prazer de convidar V. Exa. para os Encontros de Educação “O Mundo da Criança com Autismo” que irão decorrer nos seguintes dias:

· 12 de Maio – Escola Superior de Educação de Coimbra – COIMBRA

· 13 de Maio – Universidade do Minho – BRAGA

· 14 de Maio – Ipanema Park Hotel - PORTO

Este encontro tem como objectivo abordar questões que se prendem com a compreensão do diagnóstico de autismo, com os tratamentos disponíveis e com a forma de decidir o que é melhor para uma dada criança com autismo ou com perturbação global do desenvolvimento. Serão ainda debatidos problemas relacionados com o desenvolvimento de competências de vida, orientações para seleccionar e conceber a escolaridade, integração na educação regular e construção de relações eficazes entre pais e professores.

O programa do encontro será inteiramente preenchido pela Professora Bryna Siegel, autora do livro O Mundo da Criança com Autismo. A professora Bryna Siegel é uma das mais eminentes especialistas nesta área, tendo desenvolvido projectos de investigação para ajudar não só as crianças a “aprenderem a aprender”, mas também para apoiar os respectivos pais a usarem e a avaliarem os serviços integrados casa e escola. Tem dirigido inúmeras palestras, quer nacionalmente, nos Estados Unidos da América, quer a nível internacional.

A sua presença é, pois, indispensável. Contamos consigo!

Por favor, confirme a sua presença até o dia 09 de Maio de 2008, através do telefone 22 608 83 20 ou do e-mail smedon@portoeditora.pt

Notas importantes:
Inscrição: 30€ (inclui a oferta do livro O Mundo da Criança com Autismo, cujo PVP é de 37,50 Æ).
A intervenção da Professora Bryna Siegel será em inglês com tradução assíncrona para português.
As inscrições estão limitadas à capacidade das instalações. No final da sessão será atribuído um certificado de presença.