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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

DVD com filmagem da caminhada do dia 14/11



Está já à venda um DVD com imagens recolhidas na caminhada solidária do dia 14/11 pela empresa Queirós Fotógrafo.
O preço de cada DVD é de 2,5€
Quem quiser comprar o DVD + T-Shirt pagará 5€.

A Queirós Fotógrafo oferece o seu trabalho pelo que o valor reverte integralmente para a AIA.

Fenprof acusa escolas de resistirem a alunos deficientes


Na "esmagadora maioria" das unidades especializadas de Educação Especial os alunos já não frequentam aulas ou actividades do ensino regular - a denúncia foi feita pela Fenprof, que garante existir "um clima de resitência" de pais e professores a travar a integração.

De acordo com a lei, um aluno portador de deficiência, numa unidade especializada, "deveria frequentar as turmas do ensino regular em determinados momentos ou actividades", mas não é isso que acontece, garante a Federação Nacional de Professores.

O coordenador da Educação Especial da Fenprof, Manuel Rodrigues, assegurou, ontem, terça-feira, em conferência de Imprensa, que "uma maioria imensa das unidades já não consegue levar os alunos" a essas actividades por existir nas escolas "um movimento de resistência".

"De inclusão já quase só temos o nome", insistiu, explicando que a "perturbação" causada pela presença desses alunos gera resistência nos pais e até docentes. Nas escolas, garante, faltam "milhares" de docentes, auxiliares e técnicos.

Ana Almeida, da Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes (CNOD), e mãe de um aluno com paralisia cerebral defendeu acções de sensibilização nas escolas.

Do Estado recebe pouco mais de 200 euros de um subsídio para Educação Especial que deve cobrir todos os tratamentos (como fisioterapia, terapia ocupacional ou da fala) - o valor impõe aos pais escolherem entre um dos tratamentos.O subsídio, garantiu, não é acumulável com o de assistência à terceira pessoa (84 euros mensais) e o de transportes não é revisto desde 1980 - para viaturas dos pais, "só é atribuído para deslocações superiores a 20 quilómetros, dois cêntimos por quilómetro".

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Temple Grandin no TED 2010

O MUNDO NECESSITA DE TODOS OS TIPOS DE MENTE

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domingo, 21 de novembro de 2010

QI e Autismo de Alto Funcionamento


Novos dados mostram que muitas crianças com perturbações do espectro do autismo têm mais habilidades académicas do que anteriormente se pensava. Num estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Washington, 90 por cento das crianças com perturbações do autismo de alto funcionamento mostraram uma discrepância entre o seu valor de QI e a sua actuação sobre a ortografia, leitura e testes de matemática.
"O desempenho académico é uma fonte potencial de auto-estima e fonte de sentimento de domínio que as pessoas podem não ter percebido que está disponível para as crianças com autismo", disse Annette Estes, professor assistente da pesquisa do Centro de Autismo da U.W..

Um melhor diagnóstico de autismo e intervenções comportamentais mais cedo têm levado a que mais e mais crianças sejam classificadas na faixa de alto funcionamento, com um QI acima da média. Mais de 70 por cento das crianças autistas são considerados de alto funcionamento, embora a área da comunicação social seja o seu maior desafio.
Com as intervenções precoces que melhoram as habilidades sociais e atenuam comportamentos problemáticos, mais crianças com autismo de alto funcionamento são capazes de aprender numa sala de aula do ensino regular. No estudo de Estes, a maioria dos participantes - 22 de 30 - estavam na sala de aula do ensino regular. O estudo foi publicado online no dia 2 Novembro no Journal of Autism and Developmental Disorders.

Pouco se sabe sobre a actuação dessas crianças na sala de aula regular, o que tem implicações na forma de criar serviços de apoio. Uma vez que as pontuações de QI na população em geral permitem prever o desempenho académico - medido por testes padronizados de leitura de texto, ortografia e habilidades matemáticas - Estes e os seus colegas pensaram que o mesmo seria verdadeiro na sua amostra de 30 crianças de nove anos de idade com perturbações do espectro do autismo de alto funcionamento.

"O que descobrimos foi surpreendente: 27 das 30 crianças - que é cerca de 90 por cento - apresentaram discrepâncias entre a sua pontuação de QI e sua pontuação em pelo menos um dos testes de desempenho académico," disse Estes. "Alguns pontuaram mais e outros menos do que seria de prever pelo valor do QI."

Para surpresa dos pesquisadores, 18 das 30 crianças apresentaram resultados acima do previsto em pelo menos uma das provas académicas. Isto foi particularmente verdadeiro para a ortografia e leitura da palavra. Nos três testes académicos, 18 das 30 crianças tiveram menor pontuação do que o QI deles poderia prever, sugerindo uma perturbação da aprendizagem.
Estes e seus co-autores também encontraram uma ligação entre as habilidades sociais e a capacidade académica na escola. De um modo específico, as crianças que apresentaram maiores habilidades sociais aos 6 anos, apresentavam-se aos outros e mostravam uma vontade de compromisso e cooperação, tinhamam melhores habilidades de leitura aos 9 anos. As crianças participaram neste estudo desde os 3 ou 4 anos, altura em que foram diagnosticados com perturbações do espectro do autismo pela equipe do Centro de Autismo da UW.

O estudo não teve em conta o desempenho dos alunos na escola,que será o próximo passo para os pesquisadores. "Precisamos saber se as crianças com perturbações do espectro do autismo que têm estas pontuações mais altas do que os esperados são capazes de demonstrar suas habilidades na sala de aula em termos de notas e outras medidas de sucesso," disse Estes. "Isso pode influenciar a sua colocação em turmas que os possam desafiar adequadamente."

As crianças que obtiveram pontuação abaixo do seu nível previsto podem ter dificuldades em certas disciplinas. "Queremos dar-lhes a assistência que necessitam para alcançar os seus potenciais," Estes disse.

Artigo no Science Daily

domingo, 14 de novembro de 2010

A caminho da cura para o autismo?

A equipe liderada pelo biólogo brasileiro Alysson Muotri, professor da Universidade da Califórnia, em San Diego, conseguiu três feitos inéditos e impactantes:

1) criou neurônios autistas em laboratório

2) revelou que eles são diferentes dos neurônios normais desde o início do desenvolvimento

3) conseguiu tratar os neurônios autistas e fazer com que eles se comportassem como neurônios normais

Nesse trabalho, Muotri decidiu trabalhar apenas com autistas portadores da síndrome de Rett - uma forma grave da doença. Os indivíduos que sofrem desse problema se desenvolvem normalmente até o primeiro ano de vida. A partir dessa fase, começa uma regressão acentuada. Além de apresentar comportamento autista, os pacientes perdem a coordenação motora e sofrem de rigidez muscular. Muitos morrem na juventude.

A síndrome de Rett foi escolhida pela equipe porque tem uma causa genética clara. Sabe-se que é provocada por mutações no gene conhecido como MeCP2. Além disso, os neurônios são afetados de forma mais dramática do que nos casos de autismo sem causa determinada.

Para investigar como a doença se origina, Muotri decidiu criar neurônios autistas em laboratório. Células da pele de pacientes foram extraídas por meio de uma biópsia simples. Elas receberam quatro genes que as induziram a se comportar como se fossem células-tronco embrionárias.As novas células tornaram-se capazes de dar origem a qualquer tipo de tecido.
Essas células são conhecidas no meio científico como células-tronco de pluripotência induzida (iPS). O método foi descrito pela primeira vez pelo japonês Shinya Yamanaka em 2006. Atualmente é empregado no estudo de várias doenças porque elimina a necessidade de descarte de embriões humanos e todos os dilemas morais decorrentes disso.

Em seguida, a equipe de Muotri adicionou vitamina A e outros fatores para induzir as células iPS a se transformar em neurônios. Deu certo. Como o genoma dessas células veio de pacientes autistas, pela primeira vez na história cientistas conseguiram criar neurônios autistas em laboratório e testemunhar o funcionamento deles desde o início do desenvolvimento. Observar o desenvolviemnto de um neurônio doente numa placa de Petri não é a mesma coisa que testemunhar isso dentro do cérebro de um paciente. Mas é um grande começo.

Leia a notícia completa AQUI

CAMINHADA EM BRAGA (ACTUALIZADO 15/11 (18:00)+ FOTOS)


Depois de uma noite de temporal, o dia amanheceu convidativo para a caminhada.
Com perto de mil inscritos, houve no entanto alguns "medrosos" que não compareceram, receosos da chuvada que o boletim "menteorológico" previa. E com alguma razão, pois quase no fim da caminhada começou a chover. No entanto, os muitos que compareceram gostaram da experiência e as crianças pareciam felizes.


sábado, 13 de novembro de 2010

Confraternização de Famílias

Após a Assembleia geral de aprovação de plano e orçamento para 2011, efectuou-se uma confraternização dos associados da AIA.