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sábado, 4 de dezembro de 2010

Passo importante para o primeiro teste biológico de Autismo


Investigadores de Harvard com ligações ao McLean Hospital e da Universidade de Utah, desenvolveramum teste de base biológica para o autismo. O teste foi capaz de detectar a doença em indivíduos com autismo de alto funcionamento com 94 por cento de precisão. O estudo foi publicado online na revista Autism Research.
O teste, que utiliza ressonância magnética para medir os desvios nos circuitos do cérebro, poderá um dia substituir o teste subjectivo usado para identificar aqueles com a perturbação. Também pode levar a uma melhor compreensão do autismo e de uma melhor gestão e tratamento de indivíduos acometidos.

"Isso ainda não está pronto para o uso clínico imediato, mas os resultados at+e agora bastante promissores", disse o autor Nicholas Lange, professor adjunto de psiquiatria na Harvard Medical School e director do Laboratório Neurostatistics em McLean . "Na verdade, temos novas formas de descobrir mais sobre a base biológica do autismo e de como melhorar a vida dos indivíduos com a perturbação", disse o autor sênior Lainhart Janet, médico e investigador principal da pesquisa na Universidade de Utah.

Press Release AQUI

Caminho para a cura de 90% dos tipos de autismo


Por Paiva Junior na Revista de Autismo

Sim, 90% dos tipos de autismo têm causas genéticas e poderão ser curados num futuro (que desejamos ser próximo), assim como a Síndrome de Rett. A conclusão é do neurocientista Alysson Muotri, que trabalha na pesquisa da cura do autismo nos EUA.

Em entrevista exclusiva com o neurocientista, que trabalha e reside em San Diego, na California, foi possível entender melhor o que a mídia mundial noticiou há três semanas: uma esperança para a cura do autismo. Aliás, as palavras “cura” e “autismo” jamais estiveram juntas na história da ciência. Só por esse fator, o trabalho já é um marco. Além de Alysson, os neurocientistas Carol Marchetto e Cassiano Carromeu formam o talentoso trio brasileiro que lidera esse trabalho.

Todas as reportagens citavam a cura do autismo. As mais detalhadas, porém, diziam que o tipo de autismo era a síndrome de Rett apenas. Sem entrar na discussão de Rett estar ou não incluída no espectro autista, isso incomodou muita gente e algumas pessoas que se animaram com a notícia se desapontaram ao saber que o trabalho foi feito apenas com essa síndrome -- que afeta quase que somente meninas (pois os meninos afetados morrem precocemente). Muitos diziam: “síndrome de Rett não é autismo!”. Então de nada valeria a pesquisa para os autistas.

Certo? Errado.



Alysson não gosta de comentar trabalhos ainda não publicados, porém me revelou com exclusividade que seu próximo trabalho é exatamente o mesmo feito com síndrome de Rett, porém utilizando pacientes com autismo clássico, que deverá ser publicado em algum momento de 2011. E ainda adiantou que os resultados de um subgrupo dessa pesquisa foi o mesmo que conseguiu com os Rett: “os sintomas são similares aos de Rett, mas ainda não tentamos a reversão propriamente dita, mas acreditamos que deva funcionar da mesma forma; os experimentos estão incubando; tudo isso é muito recente ainda. E a filosofia é a mesma: se curar um neurônio, ele acredita que poderá curar o cérebro todo. Quando perguntei se ele já sabe onde será publicado esse trabalho e se tinha mais detalhes, a resposta foi imediata: “Não, ainda é muito cedo, precisamos terminar uma serie de experimentos”. Essa nova pesquisa envolveu vinte pacientes com autismo clássico. “Em alguns casos conseguimos descobrir a causa genética, o que facilita mais a interpretação dos dados”, explicou o brasileiro. Aliás, segundo ele, seria possível identificar o autismo em um exame, usando essa mesma técnica, mas isso hoje seria imensamente caro e complexo, portanto ainda inviável.

A droga para essa possível cura, possivelmente uma pílula, segundo Alysson deve vir em cinco ou dez anos, mas ele adverte: “Não se esqueça que a ciência muitas vezes dá um salto com grandes descobertas. Previ que este meu estudo demoraria uns dez anos e consegui fazê-lo em três anos”, explicou ele, referindo-se à descoberta do japonês Yamanaka de fazer uma célula “voltar no tempo” e reprogramá-la (veja explicação neste link), o que “acelerou” o trabalho do neurocientista.

Outra informação importante revelada por Alysson foi que ainda não se sabe como se comportará o cérebro quando curado do autismo. Tanto a pessoa pode simplesmente “acordar” do estado autista e passar a ter desenvolvimento típico (“normal”), como pode dar um “reset” no cérebro e ter que aprender tudo de novo, do zero, mas aprendendo naturalmente como as crianças neurotípicas (com desenvolvimento “normal”). Pode ser que a pessoa “curada” de autismo passe a ter outros gostos e interesses e até perder algumas habilidades que tinha antes, supõe o pesquisador brasileiro, que ainda tem um longo caminho pela frente no aprimoramento da sua técnica e na busca pela droga mais eficiente, que é o próximo passo das pesquisas. “É um trabalho importante, pois hoje há 1 autista para cada 105 crianças nos EUA”, informa ele.



INTERESSE DA INDÚSTRIA



Por último, ele revelou na entrevista que a indústria farmacêutica já o procurou, mas o laboratório vai seguir de forma independente também, com menos investimento, mas sem muito medo de riscos na busca pela cura definitiva do autismo para todas as idades, que é o desejo do palmeirense Alysson Muotri.

Esses laços evidentes com o país natal, faz o cientista “investir” em ajudar e incluir o Brasil nas pesquisas. Há uma parceria dele com uma equipe da USP (Universidade de São Paulo). A bióloga Karina Griesi Oliveira, passou um ano com os brasileiros na California aprendendo essa nova técnica de reprogramação celular (leia mais neste link da revista Pesquisa, da Fapesp). “Com colaboração da Karina, estamos também trabalhando com alguns pacientes brasileiros”, destacou o paulistano, que também graduou-se na USP.

Muitos dados citados na entrevista, como a estatística de 1 para 105 ainda nem foram publicados, pois, como diz Alysson, estamos lidando aqui com a “nata” da ciência: É a “cutting-edge science”, definiu ele, em inglês. “Esse número foi divulgado na ultima reunião da Sociedade de Neurociências, realizada em novembro de 2010, em San Diego (EUA)”, contou ele, que lidera onze pessoas em sua equipe, que, em alguns momentos, chegou a ter vinte integrantes.

Os detalhes da pesquisa estão na coluna semanal "Espiral" de Alysson no portal G1 e a minha entrevista exclusiva completa com o neurocientista brasileiro -- que durou uma hora e dez minutos -- você poderá ler, na íntegra, na próxima edição da Revista Autismo, que sai no primeiro trimestre de 2011 -- valerá a pena aguardar!

Talvez hoje ainda não possamos dizer que o autismo é curável. Mas agora também não se pode mais dar a certeza de que seja incurável.



Paiva Junior é editor-chefe da Revista Autismo e entrevistou Alysson Muotri, por telefone, no dia 02.dez.2010.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Nova Estratégia Nacional com 133 medidas para ajudar pessoas com deficiência


A nova Estratégia Nacional para a Deficiência, que é apresentada hoje, traz medidas como a criação de uma linha de financiamento para obras em casa ou um novo sistema de atribuição de medidas de apoio, entre um total de 133 medidas.

Em declarações à agência Lusa, a secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação explicou que a Estratégia Nacional para a Deficiência (ENDEF) vai estar em vigor entre 2011 e 2013 e tem um total de 133 medidas que dão continuidade ao Plano de Ação para a Integração das Pessoas com Deficiência ou Incapacidade (PAIPDI, 2006/2009).

De acordo com Idália Moniz, este é um programa “integrado e multissetorial”, que abrange medidas que foram “apresentadas e trabalhadas por 15 ministérios”.
Entre as medidas previstas, a secretária de Estado destacou a revisão do regime jurídico da propriedade horizontal, “tendo em vista a implementação de condições de acessibilidade nas partes comuns dos edifícios”.

“Tínhamos imensos problemas, porque quando há uma pessoa com mobilidade condicionada um dos condóminos pode opor-se a que seja instalado um produto de apoio e as pessoas ficam isoladas nos seus apartamentos”, justificou.

Por outro lado, apontou a criação de uma linha de financiamento para a realização de obras em habitação própria permanente ou a promoção da acessibilidade nas unidades do Serviço Nacional de Saúde.

Segundo Idália Moniz, com a nova estratégia as pessoas com deficiências ou incapacidades deixam de ir presencialmente aos serviços das Finanças provar a sua deficiência ou incapacidade, passando isso a poder ser feito eletronicamente.
Outra medida importante, segundo a secretária de Estado, é a implementação de um novo sistema de atribuição de produtos de apoio, ou seja, ajudas técnicas.
Idália Moniz lembrou que em 2009 o Estado atribuiu 12,6 milhões de euros em próteses e ortóteses, como cadeiras de rodas elétricas e manuais, camas articuladas, andarilhos e guardas para camas, entre outros.

Acrescentou que “havia uma necessidade profunda” de reutilizar e certificar estas ajudas técnicas, com o objetivo de que “cheguem cada vez mais cedo e a cada vez mais pessoas”.

Idália Moniz esclareceu que os valores previstos para as ajudas técnicas “serão sensivelmente os mesmos”. “Queremos é que chegue a mais pessoas e tem que haver um controlo maior na prescrição, na atribuição e na reutilização também e na certificação para a reutilização”, explicou.
“Esta estratégia tem o nome de estratégia porque tem aqui um compromisso com a sociedade civil, que até ao final do primeiro trimestre de 2011 nos levará em conjunto a definir uma intervenção que poderá chegar aos cidadãos por forma a vencer o preconceito”, adiantou a secretária de Estado, justificando que os cidadãos “não têm noção da forma grosseira como discriminam os cidadãos com deficiência”.

As medidas da ENDEF distribuem-se por cinco eixos: “Deficiência e Multidiscriminação”, “Justiça e Exercício de Direitos”, “Autonomia e Qualidade de Vida”, “Acessibilidade e Design para todos” e “Modernização Administrativa e Sistemas de Informação”.

Fonte: Destak

Dia Internacional da Pessoa com Deficiência


3 de Dezembro
Dia Internacional da Pessoa com Deficiência
A 14 de Outubro de 1992, o 37º plenário da Assembleia Geral das Nações Unidas, através da resolução nº 47/3, convida todos os estados membros e as organizações envolvidas na problemática da deficiência, a intensificarem os seus esforços de forma eficaz e sustentada, com vista a melhorar a situação das pessoas com deficiência, proclamando o dia 3 de Dezembro como o “Dia Internacional da Pessoas com Deficiência”.
A fazer fé nas estatísticas internacionais, em Portugal 10% da população tem algum tipo de deficiência / incapacidade. Os números oficiais que existem já têm quase 10 anos pois são os recolhidos nos Censos 2001. Nesses Censos, 634 408 pessoas, representativas de 6,1% da população, tinha algum tipo de deficiência/incapacidade, repartido da seguinte forma segundo o tipo: Visual (1,8%), auditiva (0,8%), motora (1,5%), Mental (0,7%), Paralisia cerebral (0,1%), Outras (1,4%).
A taxa de incidência agrava-se com a idade sendo que a dos idosos( + de 65 anos) é o dobro da média nacional, o que mostra que muita deficiência/incapacidade é adquirida em função do envelhecimento da pessoa, sendo o tipo visual, motora e auditiva a predominante.
De um modo geral passa despercebido ao comum dos cidadãos esta problemática da deficiência / incapacidade. Somente quando lidamos com alguém, algum familiar ou amigo, que entra nesta contagem é que verificamos que existem pessoas com diferentes formas de funcionamento e necessidades, mas que continuam a ser pessoas . A maioria é excluída de qualquer actividade social e de trabalho por problemas de incapacidade mas também de preconceito, sendo que as mulheres correm risco acrescido.
Por isso aparece o dia 3 de Dezembro. É um dia de tomada de consciência para a existência de pessoas com deficiência/incapacidade, sendo que as motoras são fácilmente percepcionadas, enquanto as mentais são de difícil observação chegando a sua forma de estar a ser confundida com problemas educacionais e desvios comportamentais.
Dentro da deficiência mental estão as perturbações do espectro autista (PEA). É uma patologia severa e que afecta o desenvolvimento da criança ao longo de toda a sua vida, de difícil diagnóstico, já que não existe marcador biologico para a sua detecção, sendo o mesmo realizado através da observação de sintomas, o que pode atrasar o trabalho de intervenção precoce necessário para uma melhor qualidade de vida futura, assente essencialmente nos níveis de autonomia, comunicação e de socialização.
O espectro alarga-se desde o Autismo, a condição mais severa, ao Asperger, a condição mais “leve” e que se distingue da primeira pelo facto de existir comunicação verbal, denotando muitos portadores um QI acima da média.
Nos últimos anos temos vindo a assistir a um aumento exponencial de aparecimento de casos diagnosticados como de perturbações do espectro autista, sendo que nos Estados Unidos já atinge proporções quase epidémicas de 1 em cada 110 crianças (quase 1%). O Autismo afectará 1 em 1000. Transpondo essa prevalência para o nosso país significa que existem cerca de 90 mil pessoas com perturbações do espectro autístico e cerca de 10 mil autistas severos.
Assim a AIA - Associação para a Inclusão e Apoio ao Autista não podia deixar de aproveitar esta oportunidade para se associar a esta comemoraçao e consciencializar os profissionais de saúde em dois aspectos:
1) Quando observarem crianças estarem atentos aos sintomas de autismo, escutarem os receios dos pais e recorrerem (encaminharem) a especialistas para corroborar, ou não, as suspeitas.
2) Quando tiverem consultas com crianças/jovens ou mesmo adultos com perturbações do espectro autista informem-se acerca da problemática para que possa fazer um atendimento correcto e com qualidade.
Uma detecção precoce da perturbação autística leva a uma eficiente intervenção que por sua vez aumenta os índices de qualidade de vida e autonomia destas pessoas.
A Direcção da AiA

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Fenprof alerta para "sério risco" no ensino especial


Denúncia de carências "graves" de pessoal e docentes. Ministério desmente

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) acusou o Governo de estar "a pôr em risco" a educação especial nas escolas públicas, ao deixar alunos com "problemas muito graves" sem apoio ou com apoio insuficiente devido às medidas de contenção orçamental. Críticas refutadas pelo Ministério da Educação, que garante que os apoios cresceram este ano e continuarão a aumentar em 2011.

Numa conferência de imprensa, em Lisboa, a Fenprof, liderada por Mário Nogueira, apresentou um conjunto de casos ocorridos em escolas de todo o País que, defendeu, ilustram a "crise" no projecto da escola inclusiva (ver caixa), lançado há dois anos.

Entre os exemplos apontados está a o Agrupamento de Escolas Pêro da Covilhã. "Não substituiu um docente a faltar por doença (período previsível de três meses), mantendo, sem apoio, quatro alunos com problemas muito graves", denunciou esta estrutura, acrescentando: "O Director recebeu instruções para que os alunos sejam 'divididos' pelos restantes professores".

Noutros casos, como nos agrupamentos de escolas do Paul e Entre Ribeiras (Covilhã) e Oliveirinha (Aveiro) é apontada uma grave falta de docentes do grupo de Educação Especial.

No primeiro, diz a Fenprof, "há três professores para 21 alunos com necessidades Educativas Especiais [NEE], distribuídos por seis escolas uma das quais a 30 quilómetros de distância da Escola Sede".

No segundo, acrescenta, quatro professores apoiam 50 alunos com NEE". Situações que esta estrutura considera generalizadas, apontando para a falta de "milhares" de professores e de pessoal auxiliar em escolas que acolhem alunos com NEE.

A estes números, a federação acrescenta a contratação de professores "sem formação especí-fica" e de tarefeiros "pagos a 2,5 euros à hora" para preencher as lacunas e para a falta de técnicos especializados e de psicólogos.

O certo é que o Ministério da Educação (ME), ainda que não comentando os diferentes casos apontados pela Fenprof, garantiu que esta área não foi afectada pelos cortes no Orçamento de Estado (OE) para 2011, tendo mesmo saído reforçada.

"Apesar das medidas de contenção orçamental, os valores do OE destinados à educação especial aumentou, entre 2010 e 2011", lembrou ao DN fonte do gabinete da ministra Isabel Alçada.

De resto, acrescentou a mesma fonte, esse "reforço" do investimento "permitiu o aumento do número de crianças inseridas nesta abordagem na rede pública" e também "das unidades especializadas em multideficiência".

O ME garante ainda que foram reforçados os "docentes", "assistentes operacionais" (antigos auxiliares) e os terapeutas "da fala, fisioterapeutas, ocupacionais e psicólogos" nas escolas.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

DVD com filmagem da caminhada do dia 14/11



Está já à venda um DVD com imagens recolhidas na caminhada solidária do dia 14/11 pela empresa Queirós Fotógrafo.
O preço de cada DVD é de 2,5€
Quem quiser comprar o DVD + T-Shirt pagará 5€.

A Queirós Fotógrafo oferece o seu trabalho pelo que o valor reverte integralmente para a AIA.

Fenprof acusa escolas de resistirem a alunos deficientes


Na "esmagadora maioria" das unidades especializadas de Educação Especial os alunos já não frequentam aulas ou actividades do ensino regular - a denúncia foi feita pela Fenprof, que garante existir "um clima de resitência" de pais e professores a travar a integração.

De acordo com a lei, um aluno portador de deficiência, numa unidade especializada, "deveria frequentar as turmas do ensino regular em determinados momentos ou actividades", mas não é isso que acontece, garante a Federação Nacional de Professores.

O coordenador da Educação Especial da Fenprof, Manuel Rodrigues, assegurou, ontem, terça-feira, em conferência de Imprensa, que "uma maioria imensa das unidades já não consegue levar os alunos" a essas actividades por existir nas escolas "um movimento de resistência".

"De inclusão já quase só temos o nome", insistiu, explicando que a "perturbação" causada pela presença desses alunos gera resistência nos pais e até docentes. Nas escolas, garante, faltam "milhares" de docentes, auxiliares e técnicos.

Ana Almeida, da Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes (CNOD), e mãe de um aluno com paralisia cerebral defendeu acções de sensibilização nas escolas.

Do Estado recebe pouco mais de 200 euros de um subsídio para Educação Especial que deve cobrir todos os tratamentos (como fisioterapia, terapia ocupacional ou da fala) - o valor impõe aos pais escolherem entre um dos tratamentos.O subsídio, garantiu, não é acumulável com o de assistência à terceira pessoa (84 euros mensais) e o de transportes não é revisto desde 1980 - para viaturas dos pais, "só é atribuído para deslocações superiores a 20 quilómetros, dois cêntimos por quilómetro".