DESTAQUE

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quarta-feira, 6 de março de 2013

Caminhada Solidária

ESTÁS CONVOCADO (A)
07 de Abril realiza-se mais uma Caminhada de Solidariedade da AIA, não faltes, pela consciencialização do AUTISMO contamos contigo para o maior evento solidário da Cidade de Braga … com muitas surpresas ;).


Inscrições na AIA ou nas lojas Pingo Doce (Braga Parque, Braga Pachancho, Braga Granjinhos, Braga Frossos, Braga Shopping, Braga Santa Tecla e Vila Verde) 

2,5 € com direito a T Shirt do evento e  kit caminhada (maçã e água)





segunda-feira, 4 de março de 2013

Os 4 Reinos do Autismo


Os quatro reinos autistas, por Alysson Muotri |
Fonte: AQUI


“O autismo é, para as doenças neurológicas, o mesmo que a África para os assuntos sociais”, definiu o jornalista Caryn James, em declaração publicada no “New York Times”, em 2007. Com a frase, James buscou enfatizar o emergente reconhecimento público sobre o autismo durante a década passada. Movimentos emergentes pro-África acabaram por polarizar opiniões dos envolvidos, causando certa confusão na percepção pública sobre o assunto. Afinal como ajudar a África? O mesmo acontece com o autismo hoje em dia.

Parte da polarização de opiniões sobre o autismo está relacionada com seu caráter heterogêneo: chamamos de autista um garoto de seis anos de idade que não fala, um jovem de 20 anos que estuda computação e tem “tiques estranhos” e um homem de 40 anos que segue uma rotina religiosa e não tem interesse na vida social. “Autismos” seria a melhor definição para esse espectro de comportamentos sociais. Não existe um autismo típico, cada caso tem sua própria natureza. A outra contribuição da polarização vem dos profissionais de saúde. Pessoas com autismo são vistas sob óticas diferentes dependendo do profissional – seja pediatra, neurologista, psiquiatra, terapeuta comportamental, dentista, psicólogo, fonoaudiólogo ou tantos outros que se relacionam com o autista.

É a velha história dos cegos e do elefante, em que cada um apalpa uma parte do bicho e acredita estar diante de um objeto diferente. Cada um tem uma perspectiva diferente da condição autista, com opiniões fortes de como o autismo deve ser encarado e tratado. Outros ignoram completamente o problema, buscam aceitação, levantando a bandeira da diversidade, rejeitando opções de tratamento e cura. É óbvio que isso tudo deixa os familiares confusos e pulveriza a força politica pró-autista.

Pois bem, no espírito da conciliação, de encontrar o que é comum e válido entre as diversas tribos pró-autistas, proponho quatro perspectivas de comunidades interessadas em autismo que se especializaram tanto na forma como falam sobre o autismo que se tornaram reinos ou feudos isolados e distintos. Cada reino tem suas verdades, mas todos falham na tentativa de entender ou mesmo reconhecer que suas verdades não são aceitas fora de suas fronteiras.

Primeiro Reino: o autismo como doença. A condição autista foi descrita pela primeira vez pelo médico Leo Kanner em 1943. Desde então, a pesquisa médica tem sido focada encarando o autismo como se fosse uma doença. Nesse reino encontram-se médicos, pesquisadores, familiares e pacientes. Todos veem o autismo como uma doença do cérebro que pode ser tratada com medicamentos. Investigam a melhoria do diagnóstico, intervenções e a cura como objetivo final. Teorias médicas evoluíram da mãe-geladeira para formas complexas da neurogenética. Buscam-se marcadores moleculares da doença e novas drogas. Ao contrário dos que veem o autismo como uma deficiência, buscando melhores serviços e suporte, esse reino foca na lógica puramente científica para justamente reduzir o número de serviços e suporte dado ao autista. Querem cortar o mal pela raiz.

Segundo Reino: o autismo como identidade. Nesse reino, os integrantes substituem a classificação de autismo como doença por uma questão de diversidade – ou mesmo de identidade. Esses, juntos com as comunidades de deficientes, veem o autismo como sendo apenas mais uma entre milhares de variações cognitivas da humanidade, com necessidade de aceitação, não de cura. Pessoas com autismo leve que podem viver de forma independente, mas que não se sentem totalmente acolhidas socialmente, fazem parte desse grupo. Em vez de buscarem formas de se tornarem “normais”, focam na inclusão e aceitação social. Exigem reconhecimento de que o autismo é uma forma de pensar diferente, que pode produzir soluções inovadoras para problemas difíceis. Muitos veem os resultados genéticos como uma forma de eugenia, não acreditam em explicações de causalidade e acham que tratamentos são uma forma compulsória de conformismo social. Como as comunidades de deficientes, membros desse reino buscam apoio da sociedade, melhorias educacionais, serviços ocupacionais e direitos cívicos.

Terceiro Reino: o autismo como lesão. Talvez um dos argumentos mais acalorados sobre o autismo seja o papel da vacina como causadora de uma lesão levando ao autismo. Membros dessa comunidade são pais que observaram regressões de desenvolvimento de suas crianças após vacinação. Mesmo frente a fortes evidências epidemiológicas de que vacinas não causam autismo, defensores dessa teoria sugerem que esses estudos estejam mascarando casos raros que foram causados por vacinas. Ao contrário do grupo anterior, os pacientes autistas nesse caso são afetados de formas severas, não verbais, com disfunções imunológicas, gastrointestinais e ataques epiléticos. Familiares desse grupo, sentindo que a ciência e medicina ainda não geraram medicamentos eficazes, buscam alternativas como dietas específicas e desintoxicação, entre outras. A grande distinção desse grupo é que acreditam o autismo fora causado por uma determinada lesão cerebral, causada por algum episodio específico na historia de vida do individuo. Portanto, levantam a bandeira da prevenção, reconhecendo que ao descobrir a causa poderíamos frear a prevalência do autismo.

Quarto Reino: o autismo como modelo. Da mesma forma que cientistas usam a cegueira para entender o sistema visual, membros desse grupo buscam no autismo a oportunidade de entender o cérebro social. Esse grupo é composto primordialmente por neurocientistas interessados em compreender o comportamento social humano, usando ferramentas como neuroimagem e neuroanatomia em tecidos cerebrais. O objetivo é mapear o cérebro para encontrar vias nervosas que processam informações socais específicas, tais como reconhecimento de faces, postura em grupo e teoria da mente. Esses cientistas apostam em modelos animais ou estudos de ressonância magnética do cérebro humano como instrumentos importantes para se ganhar insights sobre a natureza humana, sem necessariamente se preocupar com a causa ou cura do autismo.

Reconheço que esses quatro reinos não necessariamente representam todo o universo do espectro autista. No entanto, descrevem de forma ampla perspectivas distintas que hoje em dia dividem opiniões sobre o autismo. Esses feudos criaram estruturas super organizadas como sociedades profissionais, ONGs ou redes sociais, para se fortificarem. Infelizmente essa atitude serviu também para criar barreiras entre si, dificultando interações construtivas e trocas de idéias entre seus membros menos extremistas. Assim, podemos entender as críticas que sofrem os geneticistas, que veem o autismo como doença e buscam diagnóstico pré-natal, que seriam agentes abortivos dos autistas da próxima geração.

Mas quem afinal está certo? Da mesma forma que ainda não sabemos qual a melhor politica para ajudar a África, não existe uma resposta clara para o autismo. É provável que todos os cegos estejam certos parcialmente. O importante é notar que cada um dos reinos autistas tem oportunidades de oferecer algo de construtivo. Precisamos tanto de melhores diagnósticos e tratamentos, como melhores serviços, estratégias de prevenção e um entendimento mais apurado do cérebro social humano. Acredito que quanto mais os membros desses grupos se mantiverem isolados, pior será para o autismo. Acho que deveríamos buscar o oposto, abrindo a fronteira desses reinos e favorecendo a fertilização cruzadas de ideias. Essa atitude pode mostrar o que existe de comum entre esses reinos. Por exemplo, a luta por melhores serviços profissionais que atendam a demanda autista. Outro exemplo seria a de criar um centro de excelência que testasse sem bias idéias vindas das diversas áreas. Propus algo assim para o Brasil recentemente e fiquei pasmo com a recepção positiva de pessoas com opiniões bem diferentes sobre o autismo o que sugere que a proposta mereça ser considerada.

Com o crescente número de crianças autistas tornando-se adultos com autismo, a situação começa ficar crítica e requer ação imediata. Penso que nada de muito positivo vá acontecer se cada grupo insistir na sua própria visão. Será uma pena olharmos do futuro para o que acontece hoje e concluirmos que poderíamos ter lutado juntos por algo transformador, buscando cooperação ao invés de conflito. Acho é possível unirmos forças para atingir metas a curto prazo, como melhores escolas para os autistas, e também soluções a longo prazo. Dessa forma teremos um mundo melhor para crianças e adultos autistas.

sábado, 2 de março de 2013

DMCA 2013


Cartaz "Dia Mundia da Consciencializzação do Autismo 2013"
Revista Autismo - Autismo Portugal/AIA

Informações e fotos dos eventos comemorativos do dia 2 de Abril que nos forem chegando, 
vão ser disponibilizados em 
e na página do BLOG Autismo Portugal

sexta-feira, 1 de março de 2013

Newsletter de Março da AIA

A Newsletter de Março - Versão pdf na página web da AIA

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

25 coisas sobre crescer com um irmão autista

Ali Dyer escreve acerca de crescer com o seu irmão Jeff que é autista: 


«Crescer com um irmão no espectro é tudo menos normal, mas não será cada experiência ao longo do crescimento única? Cada um de nós vê a vida através de uma lente diferente, a minha só passa por um filtro de autismo.

Então, antes de vos apresentar a minha lista sobre crescer com um irmão no espectro, deixem-me presentear-vos com uma das minhas citações favoritas: 
“Para o mundo lá fora, todos nós envelhecemos. Mas não para os irmãos e irmãs. Nós conhece-mo-nos como sempre fomos. Conhecemos o coração uns dos outros... Vivemos à parte do passar do tempo.” – Clara Ortega.

  1. Não ficas zangada ou chateada quando o teu irmão autista te aponta as rugas que tens na cara ou o facto de que as tuas raízes do cabelo estão à mostra e precisas de ir ao cabeleireiro. Se fosse o teu outro irmão, aí sim, haveria problema.
  2. Podes mudar-te para uma cidade grande e viver uma vida toda “in”, força nisso! Mas também vais ter de visitar a casa dos teus pais para voltar à realidade. Isso pode ser feito através de caminhadas, ver filmes, ou fazer gelados gigantes com o teu irmão. 
  3. perguntar-te-às como é que o teu pai e mãe conseguiram manter a família unida durante o tempo todo, rezando para possas ser metade do que eles são. 
  4. Quando eras mais nova brincavas com prazer pois foste a tantas reuniões que vivias debaixo das mesas de conferência com livros para colorir. 
  5. Nunca te vais sentir ligado a outra pessoa da mesma forma que te sentes ligado ao teu irmão neurotípico. Ele é o único que conhece o caminho que percorres. Podem ter maneiras diferentes de lidar com isso, mas tudo bem, vais sentir a maior admiração por ele. Ouviste isto, Tommy?
  6. Não é chocante para ti, mas no entanto és admiravelmente inspirado pela compaixão e generosidade dos irmãos dos teus colegas, não importa o quão jovens. Um ótimo exemplo é a uma moça amiga, Katie, filha da Jess do "Diary of a Mom", que trabalhou para que as alas das Unidades de Cuidados Intensivos para crianças com cancro fossem mais alegres em honra do seu amigo Tuck.
  7. Briguem. Chateiem-se um com o outro. Se não o fizessem é que seria estranho! Certifiquem-se apenas de que fazem as pazes – não é saudável viver com esse tipo de tensão na vida e não há nada que justifique verdadeiramente ficarem assim. 
  8. Vais pensar que “falhaste” algumas coisas durante a infância, tais como idas à Disney ou um "jeep" da Barbie, e vais-te sentir muito mal pelo facto dos teus pais sentirem qualquer tipo de culpa. A verdade é que, em contrapartida, te deram muito mais... Mais do que alguém um dia saberá. 
  9. A esperança é que entretanto tenhas amigos como os miúdos da família Toal, que te levam a todo o lado no seu "jeep" do exército, mesmo que não o partilhem (Matt!).
  10. Podes vir a conhecer algumas pessoas na faculdade que pensam que o teu irmão é um borracho e te implorem para saber quando o trarás a uma festa. Está preparada para sorrir e responder-lhes “sim, ele é lindo, mas provavelmente não irá à festa contigo e a conversa pode ser um pouco tensa”. 
  11. Vais-te questionar como é que uma pessoa que não fala consegue fazer tanto barulho. 
  12. Dito isto, não há melhor som do que o da gargalhada do teu irmão. 
  13. Vais tomar consciência disso quando te tornares mãe, vais à guerra pelos teus filhos. Com sorte encontrarás amigos para te acompanharem na luta do bem e rirem MUITO pelo caminho.
  14. Ir a casas de jogos pode reavivar más memórias. Vais aprender a ser o mestre da compartimentação.
  15. Haverá momentos, muitos até, em que vais ser inundado de orgulho ao pensar no quão longe o teu irmão chegou. 
  16. Quando encontrares alguém para passar o resto da vida contigo – certifica-te que esse alguém te diz regularmente o quão sortudo és por vires de onde vens. Assim vais saber que respeita a relação que tens com a tua família, sabendo que se quiser ficar contigo, leva com a "famelga" inteira. 
  17. Aniversários são tudo menos típicos. Vais-te habituar ao teu irmão tapar os ouvidos de cada vez que ouve a canção “parabéns a você”, mas mesmo assim faz o pessoal cantar a segunda vez.
  18. Não te importas de cantar em público. Mesmo que isso signifique dar as mãos e cantar “Nós somos família; Mamã, Tommy, Papá, Ali e Jeffery” ou o tema da “Cruella Deville” (101 dálmatas). 
  19. Achas que as pessoas que não conhecem alguém como o Jeff só têm a perder. O Jeff faz com que as pessoas sejam melhores simplesmente por ser quem é e como é. 
  20. Vais chegar ao ponto de definir “família” como as pessoas que estão lá para ti e realmente te entendem mesmo que não tenham laços de sangue. Essas pessoas são aquelas que vão passar feriados e fazer férias contigo (Kyle e Conor), aqueles que se vão reunir no Erin Lane para partilhar a nossa casa do grupo de “irmãos” durante décadas e décadas e os irlandeses altos que vêm pelo chá.
  21. De vez em quando vais deixar que os teus pais te mimem como a uma criança porque de facto tiveste de crescer um pouco mais rápido que a maioria dos miúdos. (Pai, pago-te o meu telemóvel no próximo mês!).
  22. Durante a prática de desportos vais estar ansioso para olhar para o teu irmão sentado numa cadeira de estádio na lateral. Também vais ouvir algumas chamadas de atenção sempre que ele fizer barulho durante o silêncio que antecede um penalti.
  23. Casa e seguro do carro são essenciais. Aprendes isso quando o teu irmão tenta lidar com a frustração ao chutar os para-brisas e estes voam garagem fora. Obrigada AllState! (Companhia de seguros) 
  24. Falar de Autismo pode ser complicado, mas trabalha para te sentires confortável com isso. Os meus pais encorajaram-nos nesse sentido, principalmente dando o exemplo. São educadores que partilham a sua experiência, não só com o meu irmão mais velho Tom ou comigo, mas com os milhares de crianças que eles ensinaram e treinaram ao longo do caminho. Qualquer pessoa que os conheça pode dizer-vos que eles “percorrem o caminho e sabem do que falam”. Não é mistério para ninguém que a família é a sua prioridade. Felizmente, passaram-me isso.
  25. Podes não querer ter uma carreira ligada ao Autismo, caramba, é tudo o que conheces, mas nunca deixes de defender os teus entes queridos. O Jeff enriqueceu tanto a minha vida - devo-o a ele fazer o mesmo!»
Original AQUI
Tradução de Luísa Monteiro e Ana Paula Grohman

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Encontro com os Pais

Ocorreu ontem o encontro para esclarecimento sobre os “Pressupostos e procedimentos com vista à criação de uma Unidade de Ensino Estruturado para Autistas”. 
 Esteve presente para esclarecimentos e dúvidas sobre o tema em destaque o Fernando Miguel Azevedo, presidente do Conselho Executivo da nossa parceira APEE Autismo – Associação de Pais e Encarregados de Educação de Alunos com Perturbações do Espectro do Autismo. Estamos gratos pela disponibilidade.


Pais informados decidem melhor.



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Unidades de Ensino Estruturado para Autistas







Encontro sobre os 
“Pressupostos e procedimentos com vista à criação de uma Unidade de Ensino Estruturado para Autistas”.

No dia 8/2 pelas 21h vamos ter a presença para esclarecimentos e dúvidas sobre o tema em destaque do Fernando Miguel Azevedo, presidente do Conselho Executivo da nossa parceira APEE Autismo – Associação de Pais e Encarregados de Educação de Alunos com Perturbações do Espectro do Autismo.

O local onde ocorrerá este encontro será nas nossas instalações da Rua do Loureiro, 22, em Braga,