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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O melhor amigo da criança autista


Os cães não são apenas o melhor amigo do homem, eles também podem ter um papel especial na vida de crianças com necessidades especiais. Segundo um novo estudo da Universidade de Montreal, cães guia especificamente treinados podem ajudar a reduzir a ansiedade e melhorar as habilidades de socialização de crianças com perturbações do espectro autista (PEA). Os resultados publicados este ano na revista Psychoneuroendocrinology pode ser uma solução relativamente simples para ajudar as crianças afectadas e suas famílias a lidar com esses transtornos desafiadores.

“ Os resultados mostraram que os cães tinham um claro impacto sobre os níveis da hormona de stress das crianças", diz Sonia Lupien, pesquisador sénior e professor na Université de Montréal- Departamento de Psiquiatria e Diretor do Centro de Estudos de Stresse Humanos Louis-H. Lafontaine Hospital, "Eu nunca vi um efeito tão dramático antes."

Cortisol hormona indicadora de stresse

Para detectar os níveis de stresse, Lupien e seus colegas mediram o nível de cortisol presente na saliva de crianças autistas. O cortisol é ums hormona que é produzido pelo corpo em resposta ao stresse. É produzida em picos de meia hora depois de acordar, conhecida como a resposta do cortisol despertar (CAR) e diminui ao longo do dia. Além disso, é detectável na saliva, o que torna fácil controlar os níveis de amostragem e a colaboração das crianças autistas, um pouco avessas a exames médicos.

Os pesquisadores mediram a CAR de 42 crianças com PDA. "CAR é um marcador muito útil de stresse", diz Lupien. "Nós a usamos para determinar o efeito dos cães guia sobre os níveis de stresse das crianças através da medição em três condições experimentais, antes e durante a introdução de um cão de ajuda para a família, e depois que o cão foi removido."

Cortisol e comportamento associado

Durante toda a experiência, os pais foram convidados a preencher um questionário abordando os comportamentos dos seus filhos antes, durante e depois da introdução do cão. Em média, os pais contaram 33 comportamentos problemáticos antes a viver com o cão, e apenas 25, enquanto vivia com o animal.

"Introduzir os cães guia às crianças com autismo tem recebido crescente atenção nas últimas décadas", diz Lupien. "Até agora, nenhum estudo mediu o impacto fisiológico. Os nossos resultados corroboram os benefícios potenciais do comportamento de cães-guias para crianças autistas."

Sócios na pesquisa
Este estudo foi patrocinado pela MIRA Foundation, Quebec, Canadá.

Fonte: Université de Montreal - Leia aqui o artigo completo (Francês)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Problemas em retirar as fraldas?



A Carolina Dutra Ramos dá uma ajuda através do seu artigo na Revista Autismo.

Boa leitura ...

Pode encontrar alguns artigos sobre o mesmo tema no espaço de LEITURA da AIA

domingo, 17 de outubro de 2010

A comunidade do autismo ficou mais pobre


Passou um pouco ao lado a notícia do falecimento, neste ano de 2010, de 3 pessoas que marcaram o Autismo:

Staneley Greenspan
Criador do método DIR / Floortime com um extenso currículo na área do autismo. Pode ver nesta página uma breve demonstração do flootime

Ivan Loovas
O seu artigo em 1987, "Behavioral Treatment and Normal Educational and Intellectual Functioning in Young Autistic Children," mostrou pela primeira vez que uma intervenção precoce baseada numa terapia intensiva de 1 para 1 podia eliminar os sintomas de autismo em alguns casos.

Clara Park
Escreveu um livro sobre a sua filha autista em 1967 - "The Siege" (O Cerco - A jornada de uma família no mundo de uma criança autista)- que ajudou muitas famílias a libertarem-se do estigma "mãe frigorífico" numa altura em que o autismo era muito pouco compreendido.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A 14 de Novembro Contamos Contigo (revisto)




Dia 14 de Novembro contamos contigo para a caminhada pelas ruas de Braga A Inscrição são 2,5€ cuja receita reverte integralmente a favor da AIA.
Saída pelas 10:30 do Estádio 1º de Maio
Traz a Família e aproveita o passeio.

Organização www.school-eventos.com

Inscrições na caminhada:
Locias de inscrição:

Pingo Doce Braga Park

Schoo Eventos

Ou envie um email com NOME, IDADE, nº BI e Contacto para info@school-eventos.comEste endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar

O custo de inscrição é de 2,50€ e este valor reverte na totalidade a favor da AIA - Associação para a Inclusão e Apoio ao Autista.

Partida: 10:30 - Junto ao estádio 1º de Maio

Percurso 5Km Citadino

Pode efectuar o pagamento no Pingo Doce, na School Eventos ou no dia da prova. Ao participar terá direito a uma t-shirt. Oferta do Pingo Doce de Braga.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Autismo e Mentiras


As crianças com autismo dizem mentiras “ligeiras” para proteger os sentimentos de outras pessoas, mas não são muito bons a encobrir as suas mentiras, de acordo com um estudo da Universidade Queen's.


O estudo, conduzido pelo professor de psicologia Beth Kelley e Psicologia do Desenvolvimento Doutorando Annie Li, é um dos primeiros estudos científicos sobre a mentira e o autismo.


"Os resultados são surpreendentes, porque existe uma noção de que crianças com autismo têm dificuldade em valorizar os pensamentos e sentimentos de outras pessoas, então nós não esperamos que eles mintam para evitar dizer coisas que podem magoar os outros", diz o Dr. Kelley.

Leia o artigo aqui

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Os 10 princípios do profissional especializado em autismo


1 . Sentir-se atraído pelas diferenças. Pensamos que ser um “aventureiro mental” ajuda a sentir-se atraído pelo desconhecido. Existem pessoas que temem as diferenças, outras sentem-se atraídas e querem saber mais sobre elas.
2. Ter uma imaginação fértil. É quase impossível compreender o que significa viver num mundo literal, ter dificuldades em ir para além da informação recebida, amar sem uma intuição social inata. Para poder partilhar com a mente de uma pessoa autista, que tem um problema de imaginação, deve-se ter, em compensação, enormes doses de imaginação.
3. Capacidade de dar sem obter a usual gratidão. Tem de ser capaz de dar sem receber muito em troca, e não se sentir decepcionado pela falta de reciprocidade social. Com a experiência, a pessoa aprenderá a detecar formas alternativas de agradecimento, e a gratidão dos pais compensará a mioria das vezes
4. Estar disposto a adaptar um estilo próprio e natural de comunicar e relacionar-se. O estilo exigido é mais relacionado com as necessidades das pessoas com autismo que com o nosso nível de comunicação espontânea. Isso não é fácil de conseguir e exige muito esforço para se adaptar, mas é importante refelectir sobre que necessidades estamos a responder.
5. Tenha a coragem de “trabalhar sozinho no deserto”. Especialmente quando faz serviços específicos numa determinada área. Há tão pouca gente que compreenda o autismo, que um profissional motivado corre o risco de ser criticado em ves de aplaudido pelos seus enormes esforços. Os pais já sofreram esse tipo de crítica, por exemplo, quando eles ouvem coisas como "o que ele precisa é de disciplina," se fosse meu filho .... ", etc.
6. Nunca estar satisfeito com o nível de conhecimentos atingidos. Aprender sobre o autismo e sobre as estratégias educativas mais adequadas é um processo contínuo, já que o conhecimento em ambos os campos está sempre a evoluir. A formação em autismo não termina e o profissional que acredita que já a tem, em verdade “perde-a”.
7. Aceitar o facto de que cada pequeno passo traz consigo um novo problema. As pessoas têm tendência a abandonar as “palavras cruzadas” se não conseguem resolve-las. Isto é impossível no autismo. Quando se começa sabe-se que o trabalho de “detective” nunca acaba.
8. Dispor de capacidades pedagógicas e analíticas extraordinárias. O profissional tem avançar lentamente e usar recursos visuais de forma específica. Há que fazer avaliações tantas vezes que é preciso adaptar-se constantemente
9. Estar preparado para trabalhar em equipa. Devido à necessidade de uma aproximação coerente e coordenada, todos os profissionais devem estar informados dos esforços dos outros assim como dos níveis de ajuda existentes. Isto inclui os pais, principalmente quando a criança é pequena.
10. Humildade. Podemos tornar-nos "peritos" sobre o autismo, em geral, mas os pais são os peritos em seu próprio filho e há que ter em conta a sua experiência e conhecimento. No autismo não há necessidade de profissionais que querem permanecer no seu "pedestal". Ao trabalhar com os pais é importante falar sobre os sucessos, mas também aceitar o fracasso ("Por favor ajude-me.") Os pais também precisam saber que especialista em autismo não é um Deus do Olimpo.

De Theo Peeters

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Leia o nº 0 da Revista Autismo


A primeira revista sobre autismo em língua Portuguesa já está acessível.

Faça o Download da Revista Autismo Nº 0
Boa leitura