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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Hábitos alimentares e sintomas de autismo

Os autistas atendidos no CEMA (Centro de Especialização Municipal do Autismo), em Limeira (Brasil), foram alvos de uma pesquisa sobre a relação entre alimentação e comportamento autista realizada pelo Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (ESALQ), da Universidade de São Paulo (USP).

A triagem dos autistas também foi feita no Núcleo de Especialização e Socialização do Autista (NESA) de Mogi-Guaçú. Segundo a orientadora da pesquisa, Jocelem Mastrodi Salgado, 28 autistas participaram do projeto, com idade entre dois e 33 anos, sendo 17 de Limeira e 11 de Mogi-Guaçú. O projeto realizado pela nutricionista Nádia Isaac da Silva foi aprovado pelo comitê de ética de pesquisa com humanos da ESALQ. "O estudo teve como objetivo identificar o padrão de hábito alimentar de um grupo de autistas, promover testes para o desenvolvimento de métodos de análises laboratorais que comprovem a eficiência da dieta isenta de glúten e caseína e também identificar a ocorrência de alterações do metabolismo da creatina a partir da análise da concentração de creatinina em urina", explicou Jocelem.

CARACTERÍSTICAS

A pesquisa intitulada "Relação entre hábito alimentar e síndrome do espectro autista" foi elaborada após a realização de uma entrevista nutricional, contendo questões sobre características sóciodemográficas das famílias dos autistas participantes, histórico pessoal de doenças, comportamento autista durante as refeições e levantamento de hábito alimentar. Segundo a orientadora, também foi feita uma avaliação psicológica com aplicação do método quantitativo "Childhood Autism Rating Scale (CARS)".

Os resultados sobre a população indicaram que 1/3 dos pais de autistas possuem baixa escolaridade e 60% renda familiar na faixa de dois a quatro salários mínimos. Segundo a avaliação psicológica, 64% dos autistas são casos graves e 68% se encontram na faixa de retardo mental. "A renite alérgica é a patologia de maior prevalência na população estudada. Em média 60,71% dos autistas apresentam sintomas gástricos, sendo o mais frequente a flatulência (39,90%)", apontou.

ALIMENTAÇÃO

Ainda dentro do campo de pesquisa, foi constatado que o grupo de autistas apresentou um elevado consumo de calorias, proteína, carboidrato, vitaminas do complexo B, ferro, zinco e cobre. Do outro lado, os autistas têm baixo consumo de cálcio, fibra e ácido ascórbico (vitamina C). "A análise de consumo de grupos de alimentos evidenciou elevado consumo de açúcares simples e baixo consumo de leite e derivados como também frutas e hortaliças", falou.

Sobre as alterações do metabolismo da creatina, a pesquisa concluiu que essa condição pode estar relacionada a fatores genéticos.

APOIO

O projeto de pesquisa foi realizado no laboratório de Nutrição Humana do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição em parceria com o laboratório de genética de plantas Max Feffer do Departamento de Genética (ESALQ). O projeto também contou com a participação dos profissionais do CEMA, a psicóloga Vera Lígia Alves Leite, fonoaudióloga Marcia Regina Cermaria da Silva e a psicóloga Karine Helena Rodrigues Carvalho do NESA para a avaliação psicológica. "O apoio e auxílio das equipes de profissionais e dirigentes das duas instituições participantes foram fundamentais para o desenvolvimento do projeto", declarou.

Esse trabalho teve início em 2008 e a sua conclusão está prevista para o segundo semestre deste ano.


Dados levantados na pesquisa:

* 1/3 dos pais de autistas possuem baixa escolaridade
* 60% tem renda familiar na faixa de 2 a 4 salários mínimos
* 64% dos autistas são casos graves e 68% se encontram na faixa de retardo mental
* Em média, 60,71% dos autistas apresentam sintomas gástricos
* Elevado consumo de calorias, proteína, carboidrato, vitaminas do complexo B, ferro, zinco e cobre
* Baixo consumo de cálcio, fibra e ácido ascórbico (vitamina C)

** Foram entrevistados 28 autistas, sendo 17 de Limeira e 11 de Mogi-Guaçú.

Derivados de trigo e leite podem intensificar os sintomas

A pesquisa feira pela nutricionista Nádia Isaac da Silva sob a orientação da professora Jocelem Mastrodi Salgado trabalha com a hipótese de que alimentos que contém glúten e caseína - proteínas derivadas do trigo e do leite respectivamente - podem intensificar os sintomas do autismo. "Estudos indicam que uma dieta isenta de alimentos que contenham essas proteínas (pães a base de trigo, bolachas, bolos, massas em geral, leite, queijos, iogurtes, sobremesas a base de leite) reduz alguns sintomas característicos da doença como isolamento social e déficit de atenção", explicou Jocelem.

Para a orientadora, com o conhecimento da patologia e também a criação de exames de diagnóstico seguros é possível contribuir para um diagnóstico precoce da doença. "Dessa forma haverá um maior acesso a tratamentos mais adequados que acarretem a melhora do quadro clínico e consequentemente, a qualidade de vida dos autistas", falou.

Para Jocelem, as pesquisas com finalidade de criar novos tratamentos coadjuvantes e exames de diagnóstico para o autismo são de grande importância para o Brasil em virtude do elevado número de casos de autistas que não tem acesso ao diagnóstico e nem tratamento adequado. "Não existe no país dado oficial sobre a prevalência do autismo. Informações apontam para a média de 50 mil autistas, mas estima-se que existe pelo menos um milhão sem diagnóstico." (Stefanie Archilli)

Fonte e notícia completa AQUI

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Autismo e Alimentação

Existem poucas evidências no que respeita à associação do autismo com a alimentação, no entanto têm sido desenvolvidos estudos que mostram que o apoio nutricional pode ser importante na melhoria da qualidade de vida dos indivíduos com esta patologia.
O autismo é um distúrbio invasivo em desenvolvimento com início geralmente antes dos 3 anos de idade e com uma base biológica geralmente relacionada a factores neurológicos ou neurofisiológicos. Caracterizado pela debilidade qualitativa na interacção social recíproca (falta de consciência da existência de sentimentos em outros, não procurar conforto em momentos de agonia, falta de imitação), comunicação verbal e não verbal, e capacidade para jogos simbólicos e por um repertório restrito e pouco comum de actividades e interesses.
Uma vez que esta patologia assenta essencialmente em factores comportamentais, sendo especificamente afectados a interação social, comunicação verbal e não verbal e comportamentos restritos ou repetitivos vão-se verificar prejuízos na alimentação. Estas dificuldades referem-se à ingestão de nutrientes por parte das crianças e também na aceitação dos alimentos estando por isso aumentada a hipersensibilidade e a dificuldade em fazer transições. Apesar da maioria das crianças apresentar crescimento normal, a sua recusa alimentar, essencialmente em frutas e vegetais, pode por vezes levar a alguns défices nutricionais, dados que também estão apoiados por estudos recentes.
Apesar de não existirem fundamentos científicos fortes que comprovem os benefícios de certos nutrientes, alguns estudos referem a importância dos ácidos gordos essenciais, altas doses de vitaminas e restrição de glúten e caseína da dieta na melhoria da qualidade de vida dos indivíduos com esta patologia.
Fontes:
- Kathleen, M.L.; Escott-Stump, S.; Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.
- Xia W, Zhou Y, Sun C, Wang J, Wu L. A preliminary study on nutritional status and intake in Chinese children with autism. Eur J Pediatr. 2010 Oct;169(10):1201-6. Epub 2010 Apr 27.
- Bandini LG, Anderson SE, Curtin C, Cermak S, Evans EW, Scampini R, Maslin M, Must A.Food selectivity in children with autism spectrum disorders and typically developing children. J Pediatr. 2010 Aug;157(2):259-64. Epub 2010 Apr 1.
Notícia - Associação Portuguesa de Nutricionistas

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Problemas alimentares em crianças com PEA



As crianças com perturbações do espectro do autismo (PEA) podem demonstrar problemas de alimentação como a recusa alimentar e preferências alimentares reduzidas desde a infância, mas o consumo de energia e o crescimento não são afectados.
No estudo, "Alimentação sintomas, padrões alimentares e de crescimento de crianças com PEA", publicado na edição impressa de Agosto da Pediatrics (publicado on-line 19 de Julho), a alimentação e hábitos alimentares de 79 crianças com PEA foram comparados com 12.901 de controlo.
As crianças com PEA eram frequentemente descritas pelos pais como "lentos e commer” e mostraram uma tardia introdução de sólidos, somente a partir de 5 meses. Aos 15 meses, o grupo PEA tinha uma dieta menos variada, e pelos 54 meses, 8 por cento haviam adoptado uma dieta especial para a "alergia". Em comparação com o grupo controle, as crianças com PEA comeram poucos vegetais, saladas e frutas frescas, por outro lado também consumiram menos doces e bebidas carbonatadas.

Os autores do estudo determinaram que, embora as crianças com PEA consumissem menos de algumas vitaminas e aceitassem um número mais limitado de diferentes alimentos, a sua ingestão de carboidratos, proteínas, gorduras e energia total foram semelhantes às crianças de controlo. Nenhuma diferença significativa foi aparente em peso, altura, índice de massa corpórea acima dos 7 anos de idade.

Fonte:
Academia Americana de Pediatria