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domingo, 12 de setembro de 2010

Foco do olhar e Autismo



Através de métodos de localização do olhar, os pesquisadores da Universidade da Califórnia, San Diego School of Medicine mostraram que crianças com autismo dispendem muito mais tempo a examinar visualmente dinâmicas de padrões geométricos do que a olhar para as imagens sociais - um padrão de visualização não foi encontrado em crianças quer com desenvolvimento típico ou com atraso de desenvolvimento. Os resultados do estudo sugerem que a preferência pela visualização de padrões geométricos no início da vida pode ser uma assinatura comportamental de crianças que estão em situação de risco para o autismo. Essa preferência foi encontrado em crianças em situação de risco para o autismo com 14 meses de idade.

“Ao testarmos 110 crianças com idade compreendida entre os 14 e os 42 meses, concluímos que as crianças que passam mais de 69% do tempo a fixar o olhar nas formas geométricas podem precisamente ser classificadas como tendo perturbações do espectro do autismo” afirmou Karen Pierce.


Artigo aqui


Nota: No vídeo o ponto vermelho mostra para onde a criança está a focar o olhar. Se nas pessoas à esquerda se nas figuras geométricas à direita.


sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Forma de Olhar da Criança e Autismo


A forma de olhar da criança pode ser um subtil marcador precoce de autismo.


O Kennedy Kriegar Institute anunciou os resultados de um novo estudo que aponta um marcador precoce, para uma comunicação tardia e atrasos na socialização em crianças com alto risco de autismo, que pode ser o olhar poucas vezes para outras pessoas de forma expontânea.
O estudo baseou-se na observação de um grupo decrianças de seis meses de idade, 25 crianças irmãos de crianças com autismo (grupo de alto risco - têm uma probabilidade 25 vezes maior de vir a ter autismo) e outro grupo de 25 crianças sem antecedentes familiares de autismo (grupo de baixo risco), de modo a avaliar a aprendizagem de causa efeito e da interação social.
Os pesquisadores descobriram que, tal como o grupo de baixo risco, os irmãos do grupo de alto risco apresentaram níveis típicos de olhar social quando os seus cuidadores participavam activamente com eles, como apontar para um brinquedo e expressando emoções. No entanto, os irmãos de alto risco gastaram menos tempo a olhar para os seus cuidadores e mais tempo a fixarem-se sobre os estímulos não-sociais (brinquedo ou joystick), quando o cuidador não os incentivava, o que poderia indicar uma perturbação no desenvolvimento relacionados com a atenção conjunta*. A atenção conjunta é frequentemente um déficit de base para crianças com autismo.

Notícia completa aqui
*O termo ‘atenção conjunta’ refere-se à capacidade que demonstram os indivíduos para coordenar a atenção com um interlocutor social em relação a algum objecto ou acontecimento; uma alteração nesta habilidade inicial, e especialmente uma capacidade deficitária para iniciar a atenção conjunta, é um dos sintomas principais do autismo.