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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Factores ambientais e Autismo



Fatores ambientais podem desempenhar um papel mais importante do que se pensava no desenvolvimento do autismo, desviando as atenções dos especialistas dos fatores puramente genéticos, sugerem dois estudos publicados na última segunda-feira.

Em um deles, uma equipe da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, comparou casos de autismo em gêmeos idênticos e fraternos - que dividem apenas metade dos mesmos genes - e descobriram que esses últimos geralmente têm altas taxas de autismo, indicando que outros fatores, além dos genéticos, podem desencadear a doença.

Em outro, pesquisadores do plano de saúde americano Kaiser Permanente descobriram que mães de crianças com autismo são duas vezes mais propensas a terem tomado um antidepressivo específico no ano anterior à gestação do que mães de filhos saudáveis. E o risco era ainda maior - um aumento de três vezes - quando o remédio tinha sido tomado no primeiro trimestre da gravidez.

As descobertas, publicadas na revista "Archives of General Psychiatry", sugerem que algo no contexto do nascimento - remédios, químicas ou infecções - podem desencadear o autismo em crianças que já têm predisposição genética para desenvolver a doença.

"Foi estabelecido que fatores genéticos contribuem para o risco de autismo" afirmou em comunicado Clara Lajonchere, coautora do estudo e vice-presidente de programas clínicos da organização Autism Speaks. "Nós agora temos fortes evidências de que, com a hereditariedade genética, um ambiente pré-natal pode ter um papel maior do que se imaginava no desenvolvimento da doença".

Autismo é um espectro de desordens que vão desde uma profunda incapacidade de se comunicar e retardo mental a sintomas relativamente leves, como a síndrome de Asperger. Ele afeta uma em cada 150 crianças nascidas nos Estados Unidos, ou cerca de 1% da população.

O estudo na Stanford envolveu 54 pares de gêmeos idênticos, que dividem 100% dos mesmos genes, e 138 pares de gêmeos fraternos, que dividem metade dos genes. Em cada par, ao menos um dos genes foi diagnosticado com autismo.

Os pesquisadores descobriram que as chances de as duas crianças terem doenças do espectro do autismo era maior entre gêmeos fraternos. De acordo com o estudo, fatores externos comuns a gêmeos explicam cerca de 55% dos casos de autismo, e enquanto fatores genéticos ainda têm influência, seu papel é muito menor que o visto em outros estudos de gêmeos e autismo.

Em um estudo separado, uma equipe liderada por Lisa Croen, diretora do Programa de Pesquisa de Autismo na Divisão de Pesquisas do Kaiser Permanente, em Oakland, Califórnia, avaliou se antidepressivos conhecidos como inibidores seletivos da recaptação da serotonina, ou ISRS, na sigla em inglês, contribuem para o risco de autismo.

O grupo estudou cerca de 300 crianças com autismo e 1500 selecionadas aleatoriamente e depois checou o histórico de medicamentos de suas mães. Os cientistas descobriram que as mães de crianças com autismo eram duas vezes mais propensas a terem tomado um antidepressivo um ano antes da gravidez do que as mães dos voluntários saudáveis.

E o efeito foi mais forte - três vezes maior - quando os remédios foram tomados no primeiro trimestre da gravidez.

"Nossos resultados sugerem um possível, embora pequeno, risco associado à exposição no útero aos SSRIs", afirmou em nota.

Mas ela diz que esse risco deve ser balanceado com o perigo de a mãe não ter tratado uma depressão.

Fonte AQUI

Ducumentário Autismo - MTV (Brasil)

Depois de deixarem emitir uma aberração denominada "Casa dos Autistas", a MTV vem "fazer as pazes" com a comunidade brasileira de autismo com este documentário.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Concerto NuguelMusic's - Dia 8 de Julho

Apoia a nossa causa comprando entradas para o concerto. Dia 8/7 pelas 21h.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Pic-Nic / Convívio de S. João

RETRATOS de um Pic-Nic
Retratos de um dia bem passado, em que o sentimento de partilha e cumplicidade era visível
Partilha - Porque partilhamos as histórias, as actividades, as alegrias, as angustias, os filhos e o farnel.
Cumplicidade - Porque somos uma família! Estiveram presentes os nossos Associados, as nossas Crianças, irmãos, avós, tios, primos e colaboradores. Quando assim é, é porque estamos em família.
Agradeço aos voluntários que promoveram as actividades que foram realizadas e a todos que participaram neste convívio. Obrigada!!
Ana Paula Leite

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Centros de tecnologia da Informação e Autismo


As cidades que são centros de emprego em tecnologia da informação (TI) podem ter uma maior prevalência de autismo, diz um novo estudo.
O estudo, conduzido na Holanda, encontrou mais crianças com autismo vivendo em Eindhoven, uma região conhecida pelo seu sector de TI, que em duas outras regiões com menos empresas de TI.
As descobertas podem ser aplicadas a outras regiões ricas em TI, incluindo Silicon Valley, disse o investigador Simon Baron-Cohen, director do Centro de Pesquisa do Autismo da Universidade de Cambridge, Inglaterra.
As conclusões estão em linha com a teoria da "hiper-sistematização" do autismo. Esta teoria propõe que as pessoas com autismo têm um forte desejo de entender o funcionamento de sistemas, disseram os pesquisadores. Tais competências são valorizadas nas TI e em campos relacionados, incluindo engenharia, física, informática e matemática.
Os resultados do novo estudo poderiam ser explicados pelo facto de adultos gravitando na direção de empregos em TI, porque eles têm um talento na sistematização. Eles não têm necessariamente o autismo em si, mas eles passam para baixo traços autistas aos seus filhos, que podem desenvolver autismo, disse Baron-Cohen ao My Health News Daily.
As descobertas podem explicar por que os genes para o autismo persistem na população, Baron-Cohen disse. O estudo foi publicado online em 17 de junho do Journal of Autism and Developmental Disorders.
Baron-Cohen e seus colegas pesquisaram escolas em três diferentes regiões dos Países Baixos: Eindhoven, Haarlem e Utrecht-City. Eles pediram às escolas o número de crianças que estavam matriculadas e quantas tinham autismo. Para comparação, eles também perguntaram quantos tinham outros dois transtornos de desenvolvimento: déficit de atenção e hiperatividade e dispraxia, que é um distúrbio de habilidades motoras . Um total de 62.505 crianças foram incluídas.
Os pesquisadores planejam realizar um estudo de seguimento para validar os diagnósticos de autismo fornecida pelas escolas, Baron-Cohen disse.

Fonte AQUI

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Asperger. Será?

Na escola são crianças que apresentam geralmente um bom desempenho académico e, por isso, para os pais é incompreensível que os filhos compreendam perfeitamente raciocínios matemáticos complexos mas desconheçam as regras básicas para fazer amigos.

É sobretudo o sentimento de estranheza que leva os pais à consulta. São pais que consideram que os seus filhos têm algo de estranho, mas não conseguem definir exatamente o que os torna diferentes. Curiosamente, quando falamos com os filhos também eles partilham este sentimento de que algo os diferencia das outras pessoas.

Os pediatras, a quem por vezes estes pais pedem ajuda, habitualmente consideram que tudo está bem e não há razão para preocupação.

Na escola são crianças que apresentam geralmente um bom desempenho académico e, por isso, para os pais é incompreensível que os filhos compreendam perfeitamente raciocínios matemáticos complexos mas desconheçam as regras básicas para fazer amigos.

Frequentemente estas crianças confundem-se com as que apresentam défice de atenção, pois muito habitualmente parecem viver no mundo da lua. Há já alguns anos atrás, uma mãe relatou-me que, na tentativa de curar o filho de algo que ela própria não entendia muito bem, o levara a Espanha, quando este frequentava o primeiro ciclo de escolaridade, e que lá lhe fizeram uma terapia complexa, cujos fundamentos não consegui perceber. A terapia não surtira os resultados desejados e só quando o filho tinha 14 anos descobriram o que o tornava um pouco mais diferente dos outros, tinha a síndrome de Asperger (SA).

Tal como qualquer criança ou jovem, os detentores da síndrome apresentam talentos e dificuldades. No entanto, as suas capacidades e lacunas são em áreas muito específicas, pelo facto de o seu cérebro ser muito bom a processar determinado tipo de informação, como, por exemplo, factos e números, e apresentar dificuldade em compreender o que as pessoas pensam, sentem e comunicam.

O facto de cada criança ser diferente de todas as outras leva a que nem sempre se faça um diagnóstico imediato. Recordo-me que andei quase um ano letivo para perceber que uma jovem que estava em acompanhamento apresentava SA. Andava à procura de algo diferente, dado que a preocupação que motivou o seu encaminhamento se prendia com problemas que não eram indiciadores de que esta menina apresentasse a síndrome em questão.

Na minha prática profissional vou constatando que, à volta desta síndrome, há ainda um grande desconhecimento. Por isso, penso que fará algum sentido refletir sobre algumas características destas pessoas, que frequentemente são pensadores originais e que se poderão tornar especialistas nas suas áreas de interesse. Como diria Tony Attwood, um psicólogo australiano com uma grande experiência em SA, o mundo precisa de pessoas com estas características. Penso que o seu raciocínio está correto e que, se compreendermos a forma muito típica de estar dos portadores de SA, os acharemos pessoas deliciosas e encantadoras, sobretudo porque são muito genuínos e sem malícia.

Comecemos pelos talentos. As crianças com SA têm habitualmente muito boa memória e apresentam um largo conhecimento numa área de interesse, por exemplo, clubes de futebol, dinossauros ou vida marinha. A matemática e a informática são frequentemente áreas fortes. Existe um elevado número de pessoas famosas que apresentam muitos traços característicos de SA: Bill Gates e Einstein são dois exemplos muito citados. Na Internet existe uma lista absolutamente fabulosa de personalidades famosas que se suspeita terem SA.

Uma das dificuldades mais acentuadas nestes jovens é a interação social porque apresentam uma grande dificuldade em compreender a linguagem corporal e em saber o que a outra pessoa está a pensar ou a sentir. Recordo-me de, num atendimento com uma pré-adolescente com SA, cujo diagnóstico ainda não estava definido, esta começar a chorar quando lhe pedi para explicar os seus sentimentos. Mais tarde, percebi que as suas lágrimas traduziam a sua frustração por não conseguir dar resposta à tarefa que lhe propus.

Ainda agora comecei e já se esgotaram os caracteres permitidos neste espaço! Outras especificidades e sugestões serão apresentadas num próximo artigo.

Por Adriana Campos, Psicóloga. - Fonte AQUI

domingo, 19 de junho de 2011

Percepção Sensorial no Autismo e Síndrome de Asperger


Formato: Formação
Oradora : Olga Bogdashina
Data: 14 e 15 de Outubro de 2011
Local: Braga, a designar.
Horário: Ver programa do curso
Sinopse: A capacidade de perceber com precisão os estímulos do ambiente é fundamental para muitas áreas do funcionamento académico, social e comunicativo. Embora as pessoas com autismo vivam no mesmo mundo físico e lidem com a mesma “matéria prima” do mundo, a sua percepção é notavelmente diferente do de pessoas não-autistas. É amplamente reconhecido que as pessoas autistas têm experiências sensorias e perceptivas 'incomuns' que podem envolver hiper ou hipo sensibilidade e uma flutuação entre os diferentes "volumes" da percepção e da dificuldade em interpretar o sentido
Muitas vezes, ignorado por muitos profissionais, este é um dos principais problemas destacados pelos indivíduos autistas.
A formação é fundamental para pais, professores, educadores e todos os profissionais que trabalham com indivíduos autistas e aspergers, de forma a compreenderem plenamente as diferenças de percepção sensorial no autismo.

Preçário:
Valores em Euros Até 15/9 // 15/9 – 30/09
Mod 1 -Associados e estudantes de licenciatura 60 // 85
Mod 2 - Parceiros e Estudante Pós Grau 70 // 100
Mod 3 - Profissionais e Público em Geral 80 // 115
*Para ter acesso à tradução em simultâneo p/ Português acresce 5€ pela utilização do equipamento. Os slides poderão ser seguidos em papel, traduzidos quer em português quer em castelhano.
NIB : O pagamento deve ser efectuado por cada modalidade dentro dos prazos estabelecidos acima e para a conta 0036 0101 9910 0052 9490 8 (AIA)

Inscrição:
Em www.aia.org.pt e no menu Olga Bogdashina, ou
Enviar e-mail p/ eventos@aia.org.pt com nome, profissão, telefone, e-mail (caso não seja o da inscrição), modalidade em que se inscreve e se necessita de serviços de tradução.
Telemóvel: 936859219

Sobre Olga Bogdashina:

Ph. D. em Linguística, MA Ed. em Autismo, MSc em Psicologia e MA em Métodos de Ensino
A Porf. Olga Bogdashina é uma consultora em Autismo e oradora convidada em Estudos Autistas. Tem trabalhado extensivamente no campo do autismo, como professora, oradora e pesquisadora, com particular interesse em problemas sensoriais / percepcionais e de comunicação no autismo.
Desde 1994 Olga é Presidente da Sociedade de Autismo (“do desespero à esperança”) e a directora do primeiro Centro de Dia para crianças autistas em Gorlovka, Ucrânia.
Olga ensina e participa em conferências no Reino Unido e na Europa.
Consultora Associada do ICEP Europa (Institut of Child Education and Psychology)
Conferências, Apresentações e Publicações
Fez mais de 120 apresentações em conferências e congressos na Europa.
Escreveu artigos (publicados em jornais Ingleses, Holandeses, Polacos e Italianos), material para conferências e capítulos de livros (Autism – The search for Coherence “Autismo – a procura da coerência” (2001), ed. Richer, J. & Coates, S.) e Approaches to Autism “Abordagens ao Autismo” (2007)
Os livros de Olga publicados reflectem o seu interesse específico na pesquisa do autismo:
- Sensory Perceptual Issuesin Autism and Asperger Syndrome (Questões Perceptuais e Sensoriais no Autismo e Síndrome de Asperger): experiências sensoriais diferentes – mundos perceptuais diferentes (2003), publicações Jessica Kingsley;
- Communication Issues in Autism: Do we speak the same language? (Questões de comunicação no Autismo: falaremos a mesma linguagem?) (2004) Publicações Jessica Kingsley;
- Theory of Mind and the Triad of Perspectiveson Autism and Aspeger Syndrome (Teoria da Mente e a Tríade de Perspectivas no Autismo e na Síndrome de Asperger) (2005) Publicações Jessica Kingsley;
- Autism and the Edges of the Known World: Sensitivities, Language and Constructed Reality(Autismo e as arestas do Mundo Conhecido: Sensibilidades, língua e Realidade Construída) (2010).
Alguns dos livros foram traduzidos para Holandês, Espanhol, Norueguês, Húngaro, Italiano, Sueco, Hebraico e Francês.
Olga tem um filho (23) com Autismo e uma filha (20) com Síndrome de Asperger.