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domingo, 14 de novembro de 2010

A caminho da cura para o autismo?

A equipe liderada pelo biólogo brasileiro Alysson Muotri, professor da Universidade da Califórnia, em San Diego, conseguiu três feitos inéditos e impactantes:

1) criou neurônios autistas em laboratório

2) revelou que eles são diferentes dos neurônios normais desde o início do desenvolvimento

3) conseguiu tratar os neurônios autistas e fazer com que eles se comportassem como neurônios normais

Nesse trabalho, Muotri decidiu trabalhar apenas com autistas portadores da síndrome de Rett - uma forma grave da doença. Os indivíduos que sofrem desse problema se desenvolvem normalmente até o primeiro ano de vida. A partir dessa fase, começa uma regressão acentuada. Além de apresentar comportamento autista, os pacientes perdem a coordenação motora e sofrem de rigidez muscular. Muitos morrem na juventude.

A síndrome de Rett foi escolhida pela equipe porque tem uma causa genética clara. Sabe-se que é provocada por mutações no gene conhecido como MeCP2. Além disso, os neurônios são afetados de forma mais dramática do que nos casos de autismo sem causa determinada.

Para investigar como a doença se origina, Muotri decidiu criar neurônios autistas em laboratório. Células da pele de pacientes foram extraídas por meio de uma biópsia simples. Elas receberam quatro genes que as induziram a se comportar como se fossem células-tronco embrionárias.As novas células tornaram-se capazes de dar origem a qualquer tipo de tecido.
Essas células são conhecidas no meio científico como células-tronco de pluripotência induzida (iPS). O método foi descrito pela primeira vez pelo japonês Shinya Yamanaka em 2006. Atualmente é empregado no estudo de várias doenças porque elimina a necessidade de descarte de embriões humanos e todos os dilemas morais decorrentes disso.

Em seguida, a equipe de Muotri adicionou vitamina A e outros fatores para induzir as células iPS a se transformar em neurônios. Deu certo. Como o genoma dessas células veio de pacientes autistas, pela primeira vez na história cientistas conseguiram criar neurônios autistas em laboratório e testemunhar o funcionamento deles desde o início do desenvolvimento. Observar o desenvolviemnto de um neurônio doente numa placa de Petri não é a mesma coisa que testemunhar isso dentro do cérebro de um paciente. Mas é um grande começo.

Leia a notícia completa AQUI

domingo, 12 de setembro de 2010

Interneurónios e Autismo


Investigadores do Picower Institute for Learning anda Memory, no MIT, relatam na Revista Neuron de Setembro , acerca de um tipo de neurónio que quando funciona mal está ligado à epilepsia, austismo e esquizofrenia, e é muito mais complexo do que se pensava.

A maioria das células do cérebro são denominadas excitatórias porque fazem a ligação com as células alvo. Pelo contrário, as células inibidoras denominadas interneurónios, põem travão à desenfreada actividade cerebral mantendo ordem e controlo.

As convulsões epiléptica bem como os sintomas de autismo e esquizofrenia foram ligadospelo estudo a células inibidoras disfuncionais.
“Muita actividade cerebral e corre-se o risco de descontrolo, enquanto muito pouca provoca déficits cognitivos e comportamentais” disse Migranka Sur. “ O desenvolvimento e funcionamento normal do cérebro gira em volta do delicado balanço entre excitação e inibição.”

Artigo aqui

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Medicamento Misoprostol e Autismo


Um estudo da Universidade de York mostrou pela primeira vez como o medicamento misoprostol, que tem sido ligado a efeitos no neurodesenvolvimento associados ao autismo, interfere com as funções das células neuronais.
Estudos clínicos anteriores tinham mostrado a associação entre o misoprostol e severos defeitos neurodesenvolvamentais incluíndo sintomas de autismo, Os estudos focavam-se em ocorrências no Brasil em que as mulheres usavam o medicamento no início da gravidez em tentativas mal sucedidas de abortar.
“O nosso estudo mostra que o misoprostol interfere no processo [ de comunicação entre células] aumentando o nível de cálcio nas extensões neuronais, o que reduz o comprimento dessas extensões. Tal não permite que as células comuniquem entre si.” afirmou Dorota Crawford.

Notícia completa aqui

domingo, 16 de maio de 2010

Neurónios "Espelho"

As funções do sistema de neurónios “espelho” é normal em pessoas com autismo.
Uma equipa de neurocientistas descobriu que o sistema de neurónios espelho, que tem um papel importante na comunicação social, respondem normalmente em indivíduos com autismo.
A descoberta, publicada na revista Neuron, vai contra a teoris de que uma disfunção do sistema neurónios espelho provoca as dificuldades sociais manifestadas pelos indivíduos com autismo.


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