A equipe liderada pelo biólogo brasileiro Alysson Muotri, professor da Universidade da Califórnia, em San Diego, conseguiu três feitos inéditos e impactantes:
1) criou neurônios autistas em laboratório
2) revelou que eles são diferentes dos neurônios normais desde o início do desenvolvimento
3) conseguiu tratar os neurônios autistas e fazer com que eles se comportassem como neurônios normais
Nesse trabalho, Muotri decidiu trabalhar apenas com autistas portadores da síndrome de Rett - uma forma grave da doença. Os indivíduos que sofrem desse problema se desenvolvem normalmente até o primeiro ano de vida. A partir dessa fase, começa uma regressão acentuada. Além de apresentar comportamento autista, os pacientes perdem a coordenação motora e sofrem de rigidez muscular. Muitos morrem na juventude.
A síndrome de Rett foi escolhida pela equipe porque tem uma causa genética clara. Sabe-se que é provocada por mutações no gene conhecido como MeCP2. Além disso, os neurônios são afetados de forma mais dramática do que nos casos de autismo sem causa determinada.
Para investigar como a doença se origina, Muotri decidiu criar neurônios autistas em laboratório. Células da pele de pacientes foram extraídas por meio de uma biópsia simples. Elas receberam quatro genes que as induziram a se comportar como se fossem células-tronco embrionárias.As novas células tornaram-se capazes de dar origem a qualquer tipo de tecido.
Essas células são conhecidas no meio científico como células-tronco de pluripotência induzida (iPS). O método foi descrito pela primeira vez pelo japonês Shinya Yamanaka em 2006. Atualmente é empregado no estudo de várias doenças porque elimina a necessidade de descarte de embriões humanos e todos os dilemas morais decorrentes disso.
Em seguida, a equipe de Muotri adicionou vitamina A e outros fatores para induzir as células iPS a se transformar em neurônios. Deu certo. Como o genoma dessas células veio de pacientes autistas, pela primeira vez na história cientistas conseguiram criar neurônios autistas em laboratório e testemunhar o funcionamento deles desde o início do desenvolvimento. Observar o desenvolviemnto de um neurônio doente numa placa de Petri não é a mesma coisa que testemunhar isso dentro do cérebro de um paciente. Mas é um grande começo.
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domingo, 14 de novembro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
Interneurónios e Autismo

Investigadores do Picower Institute for Learning anda Memory, no MIT, relatam na Revista Neuron de Setembro , acerca de um tipo de neurónio que quando funciona mal está ligado à epilepsia, austismo e esquizofrenia, e é muito mais complexo do que se pensava.
A maioria das células do cérebro são denominadas excitatórias porque fazem a ligação com as células alvo. Pelo contrário, as células inibidoras denominadas interneurónios, põem travão à desenfreada actividade cerebral mantendo ordem e controlo.
As convulsões epiléptica bem como os sintomas de autismo e esquizofrenia foram ligadospelo estudo a células inibidoras disfuncionais.
“Muita actividade cerebral e corre-se o risco de descontrolo, enquanto muito pouca provoca déficits cognitivos e comportamentais” disse Migranka Sur. “ O desenvolvimento e funcionamento normal do cérebro gira em volta do delicado balanço entre excitação e inibição.”
“Muita actividade cerebral e corre-se o risco de descontrolo, enquanto muito pouca provoca déficits cognitivos e comportamentais” disse Migranka Sur. “ O desenvolvimento e funcionamento normal do cérebro gira em volta do delicado balanço entre excitação e inibição.”
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Perturbações Espectro Autismo
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Medicamento Misoprostol e Autismo

Um estudo da Universidade de York mostrou pela primeira vez como o medicamento misoprostol, que tem sido ligado a efeitos no neurodesenvolvimento associados ao autismo, interfere com as funções das células neuronais.
Estudos clínicos anteriores tinham mostrado a associação entre o misoprostol e severos defeitos neurodesenvolvamentais incluíndo sintomas de autismo, Os estudos focavam-se em ocorrências no Brasil em que as mulheres usavam o medicamento no início da gravidez em tentativas mal sucedidas de abortar.
“O nosso estudo mostra que o misoprostol interfere no processo [ de comunicação entre células] aumentando o nível de cálcio nas extensões neuronais, o que reduz o comprimento dessas extensões. Tal não permite que as células comuniquem entre si.” afirmou Dorota Crawford.
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Estudos clínicos anteriores tinham mostrado a associação entre o misoprostol e severos defeitos neurodesenvolvamentais incluíndo sintomas de autismo, Os estudos focavam-se em ocorrências no Brasil em que as mulheres usavam o medicamento no início da gravidez em tentativas mal sucedidas de abortar.
“O nosso estudo mostra que o misoprostol interfere no processo [ de comunicação entre células] aumentando o nível de cálcio nas extensões neuronais, o que reduz o comprimento dessas extensões. Tal não permite que as células comuniquem entre si.” afirmou Dorota Crawford.
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domingo, 16 de maio de 2010
Neurónios "Espelho"
As funções do sistema de neurónios “espelho” é normal em pessoas com autismo.
Uma equipa de neurocientistas descobriu que o sistema de neurónios espelho, que tem um papel importante na comunicação social, respondem normalmente em indivíduos com autismo.
A descoberta, publicada na revista Neuron, vai contra a teoris de que uma disfunção do sistema neurónios espelho provoca as dificuldades sociais manifestadas pelos indivíduos com autismo.
Mais no ScienceDaily
Uma equipa de neurocientistas descobriu que o sistema de neurónios espelho, que tem um papel importante na comunicação social, respondem normalmente em indivíduos com autismo.
A descoberta, publicada na revista Neuron, vai contra a teoris de que uma disfunção do sistema neurónios espelho provoca as dificuldades sociais manifestadas pelos indivíduos com autismo.
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