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domingo, 17 de outubro de 2010

A comunidade do autismo ficou mais pobre


Passou um pouco ao lado a notícia do falecimento, neste ano de 2010, de 3 pessoas que marcaram o Autismo:

Staneley Greenspan
Criador do método DIR / Floortime com um extenso currículo na área do autismo. Pode ver nesta página uma breve demonstração do flootime

Ivan Loovas
O seu artigo em 1987, "Behavioral Treatment and Normal Educational and Intellectual Functioning in Young Autistic Children," mostrou pela primeira vez que uma intervenção precoce baseada numa terapia intensiva de 1 para 1 podia eliminar os sintomas de autismo em alguns casos.

Clara Park
Escreveu um livro sobre a sua filha autista em 1967 - "The Siege" (O Cerco - A jornada de uma família no mundo de uma criança autista)- que ajudou muitas famílias a libertarem-se do estigma "mãe frigorífico" numa altura em que o autismo era muito pouco compreendido.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A 14 de Novembro Contamos Contigo (revisto)




Dia 14 de Novembro contamos contigo para a caminhada pelas ruas de Braga A Inscrição são 2,5€ cuja receita reverte integralmente a favor da AIA.
Saída pelas 10:30 do Estádio 1º de Maio
Traz a Família e aproveita o passeio.

Organização www.school-eventos.com

Inscrições na caminhada:
Locias de inscrição:

Pingo Doce Braga Park

Schoo Eventos

Ou envie um email com NOME, IDADE, nº BI e Contacto para info@school-eventos.comEste endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar

O custo de inscrição é de 2,50€ e este valor reverte na totalidade a favor da AIA - Associação para a Inclusão e Apoio ao Autista.

Partida: 10:30 - Junto ao estádio 1º de Maio

Percurso 5Km Citadino

Pode efectuar o pagamento no Pingo Doce, na School Eventos ou no dia da prova. Ao participar terá direito a uma t-shirt. Oferta do Pingo Doce de Braga.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Autismo e Mentiras


As crianças com autismo dizem mentiras “ligeiras” para proteger os sentimentos de outras pessoas, mas não são muito bons a encobrir as suas mentiras, de acordo com um estudo da Universidade Queen's.


O estudo, conduzido pelo professor de psicologia Beth Kelley e Psicologia do Desenvolvimento Doutorando Annie Li, é um dos primeiros estudos científicos sobre a mentira e o autismo.


"Os resultados são surpreendentes, porque existe uma noção de que crianças com autismo têm dificuldade em valorizar os pensamentos e sentimentos de outras pessoas, então nós não esperamos que eles mintam para evitar dizer coisas que podem magoar os outros", diz o Dr. Kelley.

Leia o artigo aqui

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Os 10 princípios do profissional especializado em autismo


1 . Sentir-se atraído pelas diferenças. Pensamos que ser um “aventureiro mental” ajuda a sentir-se atraído pelo desconhecido. Existem pessoas que temem as diferenças, outras sentem-se atraídas e querem saber mais sobre elas.
2. Ter uma imaginação fértil. É quase impossível compreender o que significa viver num mundo literal, ter dificuldades em ir para além da informação recebida, amar sem uma intuição social inata. Para poder partilhar com a mente de uma pessoa autista, que tem um problema de imaginação, deve-se ter, em compensação, enormes doses de imaginação.
3. Capacidade de dar sem obter a usual gratidão. Tem de ser capaz de dar sem receber muito em troca, e não se sentir decepcionado pela falta de reciprocidade social. Com a experiência, a pessoa aprenderá a detecar formas alternativas de agradecimento, e a gratidão dos pais compensará a mioria das vezes
4. Estar disposto a adaptar um estilo próprio e natural de comunicar e relacionar-se. O estilo exigido é mais relacionado com as necessidades das pessoas com autismo que com o nosso nível de comunicação espontânea. Isso não é fácil de conseguir e exige muito esforço para se adaptar, mas é importante refelectir sobre que necessidades estamos a responder.
5. Tenha a coragem de “trabalhar sozinho no deserto”. Especialmente quando faz serviços específicos numa determinada área. Há tão pouca gente que compreenda o autismo, que um profissional motivado corre o risco de ser criticado em ves de aplaudido pelos seus enormes esforços. Os pais já sofreram esse tipo de crítica, por exemplo, quando eles ouvem coisas como "o que ele precisa é de disciplina," se fosse meu filho .... ", etc.
6. Nunca estar satisfeito com o nível de conhecimentos atingidos. Aprender sobre o autismo e sobre as estratégias educativas mais adequadas é um processo contínuo, já que o conhecimento em ambos os campos está sempre a evoluir. A formação em autismo não termina e o profissional que acredita que já a tem, em verdade “perde-a”.
7. Aceitar o facto de que cada pequeno passo traz consigo um novo problema. As pessoas têm tendência a abandonar as “palavras cruzadas” se não conseguem resolve-las. Isto é impossível no autismo. Quando se começa sabe-se que o trabalho de “detective” nunca acaba.
8. Dispor de capacidades pedagógicas e analíticas extraordinárias. O profissional tem avançar lentamente e usar recursos visuais de forma específica. Há que fazer avaliações tantas vezes que é preciso adaptar-se constantemente
9. Estar preparado para trabalhar em equipa. Devido à necessidade de uma aproximação coerente e coordenada, todos os profissionais devem estar informados dos esforços dos outros assim como dos níveis de ajuda existentes. Isto inclui os pais, principalmente quando a criança é pequena.
10. Humildade. Podemos tornar-nos "peritos" sobre o autismo, em geral, mas os pais são os peritos em seu próprio filho e há que ter em conta a sua experiência e conhecimento. No autismo não há necessidade de profissionais que querem permanecer no seu "pedestal". Ao trabalhar com os pais é importante falar sobre os sucessos, mas também aceitar o fracasso ("Por favor ajude-me.") Os pais também precisam saber que especialista em autismo não é um Deus do Olimpo.

De Theo Peeters

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Leia o nº 0 da Revista Autismo


A primeira revista sobre autismo em língua Portuguesa já está acessível.

Faça o Download da Revista Autismo Nº 0
Boa leitura

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Suster a respiração na Perturbação de Rett



Um grupo de investigadores da Universidade de Bristol isolou a causa potencial que leva a acontecimentos fatais devido à sustenção da respiração associados à perturbação de Rett, uma perturbação do espectro autista. Usando uma combinação única de drogas, eles descobriram que a área do cérebro que permite a respiração persistir ao longo da vida, sem interrupções, tem níveis reduzidos de uma substância chamada ácido aminobutírico transmissor.

A síndrome de Rett é uma perturbação do desenvolvimento do cérebro que afecta cerca de 1 em 10.000 jovens raparigas. Um dos piores distúrbios clínicos que acontecem são os episódios intermitentes de suster a respiração, colocando o paciente em risco de asfixia e ainda provocando danos cerebrais. Outras alterações incluem movimentos repetitivos com as mãos, problemas digestivos e intestinais, convulsões, dificuldade de aprendizagem com a falta de habilidades verbais e retraimento social, tornando-a uma doença completamente incapacitante.
"Estes resultados são um passo significativo na nossa compreensão das razões pelas quais a respiração é intermitente na síndrome de Rett e dar esperança para de futuro aliviar as raparigas dessa vida terrível com a ameaça dos episódios de suster a respiração, que lhes acontece regularmente ao longo do dia" disse o Professor Julian Paton

domingo, 3 de outubro de 2010

Atrasos na linguagem em irmãos de autistas


Um estudo levado a cabo por investigadores da Washington University School of Medicine em Saint Louis encontraram traços leves, não suficientemente fortes para provocar um diagnóstico de autismo, e que parece estar presente nos irmãos de crianças afetadas a taxas significativamente maiores do que a observada na população em geral.


Os irmãos de crianças com autismo têm atrasos de linguagem mais frequentes e outras características subtis da desordem do que se pensava. As meninas também podem ser ligeiramente afectadas, mais do que foi reconhecido no passado.


O estudo vai ser publicado na edição de Novembro do The American Journal of Psychiatry.