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domingo, 3 de outubro de 2010

Atrasos na linguagem em irmãos de autistas


Um estudo levado a cabo por investigadores da Washington University School of Medicine em Saint Louis encontraram traços leves, não suficientemente fortes para provocar um diagnóstico de autismo, e que parece estar presente nos irmãos de crianças afetadas a taxas significativamente maiores do que a observada na população em geral.


Os irmãos de crianças com autismo têm atrasos de linguagem mais frequentes e outras características subtis da desordem do que se pensava. As meninas também podem ser ligeiramente afectadas, mais do que foi reconhecido no passado.


O estudo vai ser publicado na edição de Novembro do The American Journal of Psychiatry.


quinta-feira, 19 de agosto de 2010

LINGUAGEM, AUTISMO E SÍNDROME WILLIAMS


As pessoas com síndrome de Williams - conhecido pela sua simpatia e fácil interacção com estranhos – processam a linguagem falada de forma diferente das pessoas com perturbações do espectro do autismo (PEA) - caracterizado por retraimento social e isolamento - concluiram os investigadores do Salk Institute for Biological Studies.

Os resultados da investigação, que serão publicados na próxima edição da Social Cognitive and Affective Neuroscience, contribuirão para gerar hipóteses mais específicas sobre percepção e processamento da linguagem, tanto na síndrome de Williams como nas PEA, bem como os mecanismos fundamentais envolvidos no desenvolvimento da comunicação e das habilidades sociais.

"A língua falada é provavelmente a mais importante forma de interação social entre as pessoas e, talvez não surpreendentemente, descobrimos que a maneira como o cérebro processa a linguagem reflecte os fenótipos sociais contrastantes da síndrome de Williams e das perturbações do espectro do autismo", diz a autora Inna Fishman, Ph . D., neuropsicóloga no Laboratório de Neurociência Cognitiva na Salk, que concebeu o estudo, juntamente com Debra Mills, Ph.D., actualmente “leitor” na Universidade de Bangor no Reino Unido.

PEA e síndrome de Williams são ambas perturbações do desenvolvimento neurológico, mas as suas manifestações não poderiam ser mais diferentes: enquanto os indivíduos autistas vivem num mundo onde os objectos fazem muito mais sentido do que as pessoas, as pessoas com síndrome de Williams são borboletas sociais que chamam pela atenção de outras pessoas.

Apesar da miríade de problemas de saúde, geralmente de baixo QI e graves problemas espaço motores, as pessoas com síndrome de Williams são irresistivelmente atraídos para estranhos, olham atentamente para os rostos das pessoas, lembram-se de nomes e rostos com facilidade, e são imaginativos e hábeis contadores de histórias.

Notícia completa aqui

quarta-feira, 21 de julho de 2010

LENA


Nova tecnologia revela uma assinatura vocal única no autismo
O LENA (Language Environmente Analysis – Análise da envolvente da linguagem) é uma tecnologia de análise vocal que processa as gravações de voz de bebés e crianças e posterirmente faz a análise acústica das mesmas, e que mostrou, com uma de eficácia de 86%, que as pré verbalizações de crianças com perturbações do espectro autista de crianças muito novas é distinta das crianças com desenvolvimento normal
O LENA também diferencia o desenvolvimento típico de uma criança e da criança com autismo das crianças que têm atraso no desenvolvimento da linguagem.
“Um grande número de estudos já tinham sugerido que as crianças com autismo tem distintas assinaturas vocais, mas até agora nãofoi possível utilizar este conhecimento em aplicações clínicas por causa da falta de tecnologia de medição” disse Steven Warren professor de Ciência Comportamental aplicada na Universidade do Kansas, que participa neste projecto liderado pelo Prof. Oller, perito em Audiologia e Patologia da Linguagem na Universidade de Menfins.
Uma vez que a análise não é baseada em palavras mas sim em sons emitidos, a tecnologia pode potencialmente vir a ser usada por pediatras na análise de evidências de autismo e encaminhar a criança para um diagnóstico completo.
A investigação já vem desde 2006 e as gravações foram feitas pelos pais quer em casa quer am ambientes naturais da criança. Posteriormente os pais indicaram os diagnósticos que as crianças tiveram quer de autismo quer de atraso na linguagem.O LENA pode ajudar os pais a continuar a terapia da fala em casa e atestar os resultados. Warrem diz : “Neste sentido, o LENA funciona tal como um pedómetro mede o exercício realizado a andar.”
Artigo completo aqui