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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Revista Autismo - Nº 0



Já estão disponíveis online os conteúdos do número 0 (zero) da Revista Autismo cuja edição impressa está a ser distribuída.


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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Autismo, Vacinas e Timerosal


Um novo estudo não encontrou associação entre a exposição pré-natal e infantil ao timerosal, um conservante que contém mercúrio usado nalgumas vacinas, e autismo. Num artigo publicado na revista médica Pediatrics, os autores escreveram que o timerosal nas vacinas "não aumenta o risco para perturbações do espectro autista (ASD)". Na verdade, eles descobriram que as crianças com PEA tiveram menos exposição a vacinas contendo timerosal, que as crianças em seu estudo que não têm PEA.


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Ensinar a lidar com a Epilepsia




Escola Amiga da EPI arranca no ano lectivo 2010/2011

Projecto inovador a nível europeu ensina professores portugueses a lidar com o estigma da epilepsia nos alunos

Com o objectivo de ajudar as muitas crianças e jovens diagnosticadas com epilepsia em Portugal e minimizar o impacto negativo que a doença possa acarretar na aprendizagem e integração académica do aluno, a EPI – Associação Portuguesa de Familiares, Amigos e Pessoas com Epilepsia, em conjunto com a Liga Portuguesa Contra a Epilepsia (LPCE) e com o apoio da UCB PHARMA, irá implementar durante o ano o lectivo 2010/2011 o projecto de formação Escola Amiga.

Ao longo do novo ano lectivo, uma equipa de especialistas médicos deslocar-se-á gratuitamente a todas as escolas de Ensino Regular, Ensino Especial e Instituições/ATL que solicitarem junto da EPI a presença da equipa Escola Amiga.

Esta iniciativa, inédita a nível europeu, surgiu com a constatação das dificuldades enfrentadas por pais e familiares de crianças com epilepsia na procura de uma escola onde os seus filhos possam estar integrados e lhes seja dada a resposta adequada face a ocorrência de uma crise epiléptica.

Para Nelson Ruão, Presidente da EPI, “a sensibilização para a epilepsia no contexto escolar revela-se especialmente importante pois é na escola que as crianças passam a maior parte do tempo e desenvolvem as suas competências psicossociais. Da nossa experiência, nestas idades a discriminação e consequente isolamento reflectem-se mais tarde, na idade adulta, mesmo que a doença esteja controlada.

Os professores poderão ter um papel activo no diagnóstico precoce da epilepsia e no acompanhamento dos alunos com epilepsia, sendo ainda uma fonte de informação para pais e médicos sobre os tipos de crise. O projecto Escola Amiga é mais uma apoio para que os professores de Portugal, possam ajudar a desmistificar a epilepsia”.

Embora muitas crianças com epilepsia não revelem dificuldades no desenvolvimento psicossocial e cognitivo, alguns estudos referem que a patologia pode estar associada a problemas de comportamento e aprendizagem. Estas dificuldades são frequentemente ampliadas pelo preconceito e pelo estigma que derivam do desconhecimento sobre a doença e do desconforto perante as crises epilépticas.

Actualmente estima-se que em Portugal existam cerca de 50 mil pessoas com epilepsia, surgindo anualmente 4 mil novos casos, na sua maioria crianças e adolescentes. Esta é uma doença que tem como ponto de partida uma perturbação do funcionamento do cérebro, devido a uma descarga anormal de alguns ou quase da totalidade das células cerebrais.

Sobre a EPI:
A EPI é uma IPSS, constituída por pessoas com epilepsia e outras que, de uma forma ou de outra, sejam sensíveis à causa, pretendendo ser representativa das pessoas com epilepsia em Portugal. A associação, representada em 3 delegações: Porto, Coimbra e Lisboa, pretende promover a Saúde e o Bem-estar Social, assim como defender os direitos das pessoas afectadas por qualquer forma de epilepsia. Os serviços que a EPI disponibiliza passam por Acções de Informação, Grupos de Ajuda Mútua, Serviço de Voluntariado, Publicações variadas, Atendimento diário, entre outros. http://www.epilepsia.pt/

Fonte aqui

Nota: A epilepsia é uma comorbidade presente em 20 a 30% dos casos diagnosticados de autismo.

domingo, 12 de setembro de 2010

Foco do olhar e Autismo



Através de métodos de localização do olhar, os pesquisadores da Universidade da Califórnia, San Diego School of Medicine mostraram que crianças com autismo dispendem muito mais tempo a examinar visualmente dinâmicas de padrões geométricos do que a olhar para as imagens sociais - um padrão de visualização não foi encontrado em crianças quer com desenvolvimento típico ou com atraso de desenvolvimento. Os resultados do estudo sugerem que a preferência pela visualização de padrões geométricos no início da vida pode ser uma assinatura comportamental de crianças que estão em situação de risco para o autismo. Essa preferência foi encontrado em crianças em situação de risco para o autismo com 14 meses de idade.

“Ao testarmos 110 crianças com idade compreendida entre os 14 e os 42 meses, concluímos que as crianças que passam mais de 69% do tempo a fixar o olhar nas formas geométricas podem precisamente ser classificadas como tendo perturbações do espectro do autismo” afirmou Karen Pierce.


Artigo aqui


Nota: No vídeo o ponto vermelho mostra para onde a criança está a focar o olhar. Se nas pessoas à esquerda se nas figuras geométricas à direita.


Interneurónios e Autismo


Investigadores do Picower Institute for Learning anda Memory, no MIT, relatam na Revista Neuron de Setembro , acerca de um tipo de neurónio que quando funciona mal está ligado à epilepsia, austismo e esquizofrenia, e é muito mais complexo do que se pensava.

A maioria das células do cérebro são denominadas excitatórias porque fazem a ligação com as células alvo. Pelo contrário, as células inibidoras denominadas interneurónios, põem travão à desenfreada actividade cerebral mantendo ordem e controlo.

As convulsões epiléptica bem como os sintomas de autismo e esquizofrenia foram ligadospelo estudo a células inibidoras disfuncionais.
“Muita actividade cerebral e corre-se o risco de descontrolo, enquanto muito pouca provoca déficits cognitivos e comportamentais” disse Migranka Sur. “ O desenvolvimento e funcionamento normal do cérebro gira em volta do delicado balanço entre excitação e inibição.”

Artigo aqui

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Autismo e Medicação


Do psiquiatra espanhol Joaquin Fuentes, Gautena ( 1998)

1 - Não, não existem medicamentos para curar o autismo. Experimentam-se muitos medicamentos, mas nenhum regularizou os problemas fundamentais a que chamamos AUTISMO.

2 - SIM, existem medicamentos que podem ser eficazes no tratamento das perturbações psiquiátricas ou de alguns comportamentos de pessoas com autismo.

3 - Não, não se deve recorrer aos medicamentos quando somos incapazes de obter com outros métodos os progressos desejados na pessoa com autismo. No momento actual não existe tratamento específico para o autismo e os medicamentos podem complicar ainda mais a situação.

4 - SIM, os medicamentos podem ser um complemento de um programa de tratamento multimodal e tornar mais eficazes outras intervenções.

5 - Não, não é necessário utilizar medicamentos como substitutos de outros tratamentos sociais e educativos, nem como paliativos de carências estruturais como por exemplo a falta de pessoal qualificado.

6 - SIM, é necessário ter sempre presente que quando prescrevemos um medicamento, fazemos uma experiência sem estar certos do resultado.

7 - NÃO, não se devem ministrar medicamentos psicotrópicos sem estar seguro de que os problemas de comportamento não têm uma origem física , especialmente quando se trata de crianças pequenas ou de pessoas sem linguagem verbal ( a agitação pode dever-se a uma dor de cabeça, uma dor de dentes, uma otite, etc.).

8 - SIM, é necessário seguir as instruções médicas: não aumentar nem diminuir a dose sem autorização; não encurtar ou prolongar os tratamentos sem o controlo necessário.

9 - NÃO, não se deve esperar que os medicamentos psicotrópicos não tenham efeitos secundários. Quase todos os medicamentos tem efeitos desejáveis e indesejáveis, e em geral é necessário pesar os prós e os contras.

10 - SIM, as pessoas com autismo, na medida das suas possibilidades, as famílias e os profissionais implicados devem ser sempre informados dos limites, riscos e benefícios potenciais dos medicamentos. A pessoa autista, ou o seu tutor legal, tem direito de dar um consentimento informado. É ao profissional que prescreve os medicamentos que compete a obrigação de fornecer os dados necessários para que eles possam tomar uma decisão com conhecimento de causa.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Forma de Olhar da Criança e Autismo


A forma de olhar da criança pode ser um subtil marcador precoce de autismo.


O Kennedy Kriegar Institute anunciou os resultados de um novo estudo que aponta um marcador precoce, para uma comunicação tardia e atrasos na socialização em crianças com alto risco de autismo, que pode ser o olhar poucas vezes para outras pessoas de forma expontânea.
O estudo baseou-se na observação de um grupo decrianças de seis meses de idade, 25 crianças irmãos de crianças com autismo (grupo de alto risco - têm uma probabilidade 25 vezes maior de vir a ter autismo) e outro grupo de 25 crianças sem antecedentes familiares de autismo (grupo de baixo risco), de modo a avaliar a aprendizagem de causa efeito e da interação social.
Os pesquisadores descobriram que, tal como o grupo de baixo risco, os irmãos do grupo de alto risco apresentaram níveis típicos de olhar social quando os seus cuidadores participavam activamente com eles, como apontar para um brinquedo e expressando emoções. No entanto, os irmãos de alto risco gastaram menos tempo a olhar para os seus cuidadores e mais tempo a fixarem-se sobre os estímulos não-sociais (brinquedo ou joystick), quando o cuidador não os incentivava, o que poderia indicar uma perturbação no desenvolvimento relacionados com a atenção conjunta*. A atenção conjunta é frequentemente um déficit de base para crianças com autismo.

Notícia completa aqui
*O termo ‘atenção conjunta’ refere-se à capacidade que demonstram os indivíduos para coordenar a atenção com um interlocutor social em relação a algum objecto ou acontecimento; uma alteração nesta habilidade inicial, e especialmente uma capacidade deficitária para iniciar a atenção conjunta, é um dos sintomas principais do autismo.